Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
VAGA DE VICE
NÃO É MACHISMO E NEM SEXISMO, É POLÍTICA

MARCELO CASTRO DEFENDE NOME DE THEMÍSTOCLES PARA VICE E CRITICA QUEM TRANSFORMA A DISPUTA EM BRIGA DE GÊNERO

20/03/2018 05:30 - Atualizado em 20/03/2018 06:01

Marcelo diz que disputa é meramente política (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O presidente do MDB no Piauí e deputado federal Marcelo Castro disse na segunda-feira (19) que a intenção de partido de ficar com a vaga de vice-governador, atualmente ocupada por Margarete Coelho (Progressistas), é uma questão meramente política. Ele criticou o fato de alguns segmentos colocarem questões como machismo, sexismo [discriminação baseado no sexo] e depreciação da mulher por conta da possibilidade de Margarete perder o seu espaço na chapa majoritária para um homem.

“Ninguém está tentando arrancar ninguém [do poder]. Já fizeram até alusão a um certo sexismo, um certo machismo e uma certa depreciação à mulher. Pelo amor de Deus. Não se pode chegar a um ponto desses. Não existe nada disso. A Margarete é uma excelente vice, uma pessoa fantástica, inteligente, preparada, competente para ser governadora, ministra de Estado e até presidente da República. Mas o que acontece é que nós estamos tratando de política e política se compõe vendo as forças políticas do estado. Nunca foi diferente e nem será”, falou.

Segundo Marcelo Castro, o MDB com sua força política não pode ficar de fora da chapa majoritária e classificou essa possibilidade como impensável e inadmissível. Ele argumenta que das quatro vagas na chapa, duas são "irremovíveis", se referindo à do próprio governador Wellington Dias (PT) e a do senador Ciro Nogueira (Progressistas). No entanto, afirma que sobram as vagas de vice-governador e uma de senador.

Margarete luta para manter espaço na chapa (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

"Por coincidência essas vagas estão sendo ocupadas por duas mulheres. Mas não tem nada haver ser mulher. Se fossem ocupadas por dois homens o MDB estaria mais a vontade ainda reivindicando essas vagas. Isso é natural", afirmou o parlamentar. Além da vaga de Margarete, a outra vaga a qual ele se refere é a de Regina Sousa (PT), que também luta para permanecer com a vaga de senadora na chapa.

Marcelo Castro é conterrâneo e até parente de Margarete Coelho. Ambos nasceram em São Raimundo Nonato, no Sul do Piauí. Apesar disso, ele defende que o nome para compor com o governador Wellington Dias na vaga de vice seja o do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa Themístocles Filho (MDB).

DISCURSO DURO
Durante discurso na cidade de São João do Arraial no último fim de semana, Margarete engrossou o tom da disputa pela vaga de vice e desabafou contra o que chamou de "armadilhas" para tirar o espaço das mulheres na política. "Quando não tiram a gente na bala, como fizeram com a Marielle, querem tirar no tapetão como fizeram com a Vilma [prefeita de Esperantina alvo de denúncias]. E querem tirar até a gente das chapas. Querem que a gente não esteja nas chapas. Mas está difícil, sabe por quê? Porque o gênio saiu da garrafa, é muito difícil enfiar ele de volta lá dentro", falou.

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