ABREU É INVESTIGADO POR ‘ALUGUEL FANTASMA’ E SUSPEITA DE CAIXA 2

CANDIDATO A PREFEITO DE TERESINA PAGOU ALUGUEL, QUANDO ERA SECRETÁRIO DE SEGURANÇA, DE IMÓVEL QUE NUNCA FOI USADO PELA SECRETARIA

Gustavo Almeida Gustavo Almeida
21/09/2020 07:33 - Atualizado em 21/09/2020 07:36

Suspeita de caixa 2 recai sobre Fábio Abreu (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O Ministério Público Eleitoral abriu investigação contra o deputado federal e candidato a prefeito de Teresina Fábio Abreu (PL). Em 2017, quando ainda era secretário de Segurança Pública do Piauí, Abreu alugou um imóvel no centro de Teresina com a finalidade de abrigar um complexo de delegacias especializadas. No entanto, o espaço nunca foi utilizado e as delegacias especializadas foram instaladas pelo governo estadual em outro local.

Ao todo, o Governo do Piauí já pagou mais de R$ 1 milhão pelo imóvel que nunca utilizou. O caso foi revelado em julho deste ano em reportagem do jornalista Toni Rodrigues.

O contrato de aluguel n° 004/SSP-PI/2017 foi firmado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública com dispensa de licitação, pelo valor mensal de R$ 25 mil. O imóvel fica situado na rua Clodoaldo Freitas, 1011, esquina com a rua Rui Barbosa, no centro da capital. Assinam o contrato o ex-secretário Fábio Abreu e o empresário José Guilherme Lima Aguiar, da Imobiliária Aguiar Ltda. A empresa mantém outros contratos com o Governo do Estado.

Imóvel alugado pelo então secretário Fábio Abreu no centro de Teresina (Foto: Google)

DESCONFIANÇA DE CAIXA 2 

Na portaria que instaurou a investigação, o Ministério Público Eleitoral, através da 1ª Promotoria Eleitoral de Teresina, apura se o aluguel fantasma do imóvel trata-se do crime de Caixa 2 praticado pelo ex-secretário e agora candidato a prefeito Fábio Abreu.

No documento, o MP lembra que o abuso do poder político e econômico, como também o uso indevido e desvio de recursos públicos, com fins de caixa 02, constituem expedientes que atentam contra a isonomia de oportunidades dos candidatos, contra a liberdade de escolha dos eleitores e contra a democracia, afetando a legitimidade das eleições.

Abreu terá que dar explicações ao MP Eleitoral (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

AMIGO ÍNTIMO DE ABREU

A investigação foi aberta após representação feita pelos advogados Carlos Yuri Araújo de Morais e Rodrigo Augusto da Costa na Procuradoria Regional Eleitoral do Piauí, que encaminhou o caso para a 1ª Promotoria Eleitoral de Teresina. 

Na representação, os dois advogados afirmam que o empresário José Guilherme Lima Aguiar, dono do imóvel alugado, é amigo íntimo de Fábio Abreu. A suspeita é que o ex-secretário e agora candidato tenha supostamente usado a máquina pública estadual para arrecadar, desviar e usar recursos públicos em sua campanha eleitoral.

O QUE DIZ FÁBIO ABREU

Procurado pelo Política Dinâmica no domingo (20) para se manifestar sobre o assunto, o deputado federal Fábio Abreu não respondeu até a publicação da matéria.

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