Câmara faz obra para adaptar plenário a normas de segurança

Secretário diz que plenário não tem licença; bombeiros afirmam que tem. Primeiro-secretário da Casa não soube informar o custo da obra.

05/01/2016 10:03

A Câmara dos Deputados deu início na semana passada a uma obra no plenário Ulysses Guimarães, onde acontecem as principais votações, a fim de adaptar o recinto às normas de segurança.

Segundo o primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), responsável por supervisionar obras na Casa, o plenário não possui licença do Corpo de Bombeiros.

“Pouca gente sabe disso, mas o plenário Ulysses Guimarães até então não tem a licença do bombeiro. Eu acabei descobrindo isso aí e nós estamos fazendo umas reformas para nos adequarmos às exigências dos bombeiros para ter essa licença”, disse Mansur ao G1.

"A gente que produz as leis aí dentro acaba muitas vezes não tendo a licença que precisa ter. Mas faz parte, a gente está resolvendo", afirmou.

Mansur não soube informar o custo da obra, mas disse que o valor não era "expressivo", uma vez que o serviço será executado pela equipe de manutenção da Câmara. Ele explicou ainda que a única coisa que precisou ser comprada foi a porta corta-fogo que será instalada.

"Isso [a obra] quem está fazendo é a equipe da Câmara. Na verdade, o que custa mais caro são aqueles equipamentos de votação que ficam nas cadeiras dos deputados. A gente vai realocar algumas. Vamos tirar algumas cadeiras com equipamentos de votação e colocá-las em outro lugar. Não é nada excepcional porque quem vai fazer é a própria equipe da Câmara. Não foi um valor expressivo", disse.

Ele também disse que o único item que foi necessário comprar foi uma porta corta-fogo. Questionado sobre o que achava de o plenário funcionar sem licença, Mansur respondeu: “Eu é que pergunto”. O deputado afirmou ainda que a Câmara não tem sequer informações sobre a capacidade total do plenário.

O Corpo de Bombeiros informou que o plenário da Câmara tem licença de funcionamento. O G1pediu o documento, mas foi informado que isso levará até três dias.

“Se não tivesse condição de funcionamento, a gente teria interditado. A gente faz vistoria a pedido ou quando a gente imaginar que deva ser feito. Como há um setor de engenharia, cabe a eles [a Câmara] manter as condições de segurança. Não sei quando foi a última vistoria. Tenho que checar. [Leva] uns dois ou três dias”, disse o diretor de Vistorias do Corpo de Bombeiros doDistrito Federal, tenente-coronel Vicente Tomaz.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, prédios antigos e tombados têm dificuldades para cumprir integralmente os padrões atuais de segurança previstos na legislação. Segundo a corporação, cabe ao setor de engenharia da Câmara “manter as condições de segurança” da Casa.

Fonte: G1.

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