Coluna Marcos Melo
  • quarta ,07 de novembro de 2018, às 18:11h

    Wilson Brandão e Júlio Arcoverde: o PP tem dois nomes fortes para a presidência da Alepi, mas antes deve acontecer uma disputa interna (fotos: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    O Progressistas diz há mais de um ano: vai ter candidato ao Governo do Estado em 2022. Antes disso, no processo de evolução de sua força política, quer tomar do MDB e impor ao PT a presidência da Assembleia Legislativa, numa eleição que acontece em fevereiro de 2019. Mas antes disso vai ter que resolver uma disputa interna.

    Nas últimas semanas é o nome do deputado estadual Júlio Arcoverde que tem sido mencionado como candidato ao cargo de presidente do Legislativo. Mas o deputado Wilson Brandão assegurou ao Política Dinâmica que vai para a disputa.

    — Então o seu nome ainda está na disputa, deputado?

    — “Ainda” não! Sempre esteve e nunca saiu!, exclamou sem fraquejar Wilson Brandão.

    Júlio Arcoverde tem dominado as rodas de conversa como sendo o mais forte candidato do Progressistas na disputa pelo controle da Alepi, uma vez que já reúne vários deputados ao redor de si (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    Júlio é o atual presidente estadual do PP, Wilson se filiou ao partido poucos meses antes da eleição, saindo do PSB, que estava na oposição. Porém, Wilson tem mais tempo de parlamento que Júlio.

    A expectativa era de que Wilson poderia se eleger em qualquer outra sigla, mas nos bastidores se comenta que o senador Ciro Nogueira teria dado a entender que ele seria o nome do partido para a disputa da ALEPI e foi esse o motivo de escolher o PP.

    Uns dizem que foi uma promessa clara, outros que foi apenas uma idéia no ar, mas o certo é que nos bastidores se fala que Ciro havia prometido a Wilson fazê-lo presidente da Alepi (foto: Jailson Soares | PoliticaDInamica.com)

    Sobre essa questão, Wilson não quis comentar, mas alegou que até fevereiro “é uma infinidade de tempo” e que “dá para viver três vidas”, se referindo ao fato de que em eleições de casas legislativas, tudo pode mudar até minutos antes da votação.

    Quem ganha?

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  • sexta ,02 de novembro de 2018, às 15:11h

    Defensor incondicional da liberdade de expressão, advogado Wilson Gondim acredita que a OAB-PI também pode trabalhar por esse direito constitucional e fundamental de todo cidadão (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Fazer bom jornalismo exige coragem, persistência e dedicação. Mas não é apenas o jornalismo em busca da verdade que corre riscos. O cidadão comum que se expressa por contestação e crítica também não está seguro neste direito constitucional. Mas se depender do advogado Wilson Gondim, a partir do Piauí, essa situação pode melhorar.

    Ele está propondo a criação da Comissão de Liberdade de Imprensa e de Expressão na Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Piauí. É fácil perceber a empolgação de Wilson Gondim na crença de que essa comissão pode contribuir verdadeiramente para uma sociedade melhor. “Não é um projeto apenas para o Piauí, é um projeto social amplo, seria para o Brasil”, visualiza.

    Segundo ele, não é um trabalho de defender pessoalmente jornalistas. É um trabalho na defesa do direito de qualquer cidadão de se expressar.

    “Termina por defender, em algum momento, um ou outro jornalista. Mas essa comissão deve defender veículos de comunicação ou qualquer cidadão naquilo que é um direito fundamental”, amplia o advogado.

    A OAB, explica Wilson, não defende apenas os direitos dos advogados. “Ela tem uma função social nacional”, frisa. Ele se baseia em dados empíricos para afirmar que existe uma relação direta entre desenvolvimento social e econômico e a liberdade de imprensa e de expressão.

    A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras faz anualmente um ranking dos países onde há mais liberdade de expressão. “E não por acaso, os países onde há essa liberdade de expressão, são também os países onde há menos corrupção, onde há mais desenvolvimento social, onde há uma felicidade maior do seu povo”, argumenta.

    Wilson alega que onde há mais liberdade, o povo é mais feliz e a sociedade é mais desenvolvida (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Lideram o ranking em primeiro a Noruega seguida pela Suécia, Holanda, Finlândia e Suíça; e estão no final da fila Síria, Turcomenistão, Eritreia e Coreia do Norte em último lugar. “O Brasil ocupa tristemente uma posição de mediana pra baixo. É o 102º num ranking com 180 países. É crescente no Brasil atentados não só contra a liberdade de imprensa e expressão, ou proibição do jornalista de divulgar algo, mas às vezes até a morte do jornalista. Em 2018, quatro jornalistas foram assassinados no Brasil, e foram assassinados por estarem exercendo seu trabalho”, enumera o advogado para justificar o caráter urgente de se criar a comissão.

    Wilson defende que a OAB deve impor uma nova agenda de liberdade de expressão, contrariando, inclusive, o pensamento de alguns juízes que insistem em decidir pela censura prévia de conteúdos mesmo sendo um posicionamento absurdo. “Por que que ainda tem juízes que fazem isso? Vamos promover congressos para tentar entender em que circunstâncias isso se dá”, explica.

    É, na sua visão, uma maneira de impedir que o Brasil venha, em algum futuro, se tornar um país hostil à liberdade de expressão como é a Arábia Saudita, que chegou a assassinar um jornalista dentro de uma embaixada há poucas semanas. Ela está na 169ª posição do ranking.

    Veja a entrevista completa!

    O advogado também aponta que onde se aumenta o índice de transparência, se diminui o de corrupção e isso se deve pela liberdade de divulgar informações. Um direito de qualquer cidadão.

    O advogado Wilson Gondim alega que a OAB-PI pode começar um movimento nacional em defesa da liberdade de expressão e impedir qualquer risco de que o Brasil siga o exemplo da Arábia Saudita, que há algumas semanas assassinou um jornalista (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Gondim assegura que essa comissão, tão logo seja criada, será independente, dando as garantias de que não se curvaria a qualquer que fosse o interesse político. “Se um jornalista ou qualquer do povo criticar a própria comissão, e por algum motivo for tolhido, a comissão vai defender que essa pessoa fale".

    Usando um princípio da filosofia de Voltaire, Wilson Gondim alega que “pode até não concordar com o que alguém diz, mas lutará até o fim para que qualquer pessoa tenha o direito de dizê-lo”.

    Ou seja, a comissão de Liberdade de Imprensa não vai defender o conteúdo da matéria ou fazer qualquer julgamento sobre o mérito da pauta, mas defenderá o direito de que se fale, escreva ou publique o que quer que seja de forma ampla e independente.

    Wilson Gondim chegou a apresentar a proposta a todos os candidatos a presidente da OAB-PI e afirma que todos gostaram da ideia. E, embora ele seja integrante da Chapa 1, essa é uma ideia que deveria ser compartilhada por todos os candidatos.

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  • sexta ,02 de novembro de 2018, às 15:11h

    Candidata a presidente defende que Ordem seja de todos os advogados e volte a ser relevante na defesa dos interesses sociais (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Você não vai escutar a expressão “jovem advogado” num discurso de Geórgia Nunes. Para ela, estando no início da carreira ou sendo alguém com mais experiência, são todos advogados. E todos devem ser representados pela Ordem dos Advogados do Brasil.

    Segmentar a classe, na visão de Geórgia, foi uma estratégia de conquista da atual diretoria que, durante a gestão de Chico Lucas, se rendeu a interesses pessoais e deixou de lado o conjunto dos advogados. Assim, a consequência foi uma representatividade menor da Ordem e o surgimento de associações que buscam ocupar o espaço aberto na falta de trabalho da OAB-PI em demandas específicas de segmentos distintos de trabalho dos advogados. A lógica desse raciocínio é incontestável.

    Dividir a classe de advogados foi estratégia eleitoral da atual gestão em 2015, mas que enfraqueceu a OAB-PI nos últimos 3 anos (foto: Marcos Melo | PoliticaDInamica.com)

    “Diante da omissão da OAB, nós percebemos o divisionismo dentro da nossa advocacia e o surgimento das associações de classe voltadas a áreas específicas da advocacia. Como a OAB deixou de representar o advogado, e a advocacia deixou de se sentir representada pela OAB, fez-se necessário que alguns nichos da advocacia se unissem para terem seus direitos, para terem suas prerrogativas, para terem as suas demandas assistidas. Hoje nós temos associação dos advogados civilistas, criminalistas, previdenciaristas, publicistas, todas elas com a sua importância, mas desempenhando um papel que deveria ser a OAB”, argumenta mostrando o exemplo mais claro de que o caminho pelo qual Chico Lucas levou a Ordem fez a instituição perder força.

    Dentro as propostas de Geórgia estão em destaque a qualificação do profissional — incluindo o aspecto empreendedor — e a transparência administrativa. Ela e sua chapa declaram que deverão ser retomados os cursos para gestão legal de escritórios e viabilizadas linhas de crédito para quem inicia a carreira profissional, por meio da Caixa de Assistência ao Advogado (CAAPI).

    A proposta de Geórgia Nunes é reagir à atual inércia da OAB-PI, resgatar o protagonismo da instituição e reunir os advogados para fortalecer a classe (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Na entrevista ainda deu tempo para que Geórgia questionasse o esforço da atual gestão para esconder as despesas realizadas com recursos dos advogados. “Como é que se aumenta em 13% o valor da anuidade num ano de crise e quando todas as outras seccionais congelam seus valores? Como e onde é que foram gastos esses recursos?”, questionou em absoluta desconfiança.

    Para onde foi o dinheiro a OAB-PI? Geórgia afirma que a falta de transparência nas contas da Ordem é, além de suspeita, uma falta de respeito com os advogados (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Confira a entrevista completa com a advogada Geórgia Nunes, da Chapa 3, candidata a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Piauí.


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  • quarta ,31 de outubro de 2018, às 22:10h

    Para constranger adversários de Lucas Villa, alguém da atual diretoria da OAB-PI vazou informações sigilosas de processos administrativos (foto: Instagram)

    Chega a ser infantil o jogo sujo que integrantes da atual diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Piauí começaram a fazer para buscar eleger o sucessor do ainda presidente Chico Lucas. Na tarde desta quarta-feira (31), o Política Dinâmica recebeu via WhatsApp diversos documentos e números de processos administrativos relacionados a advogados que compõem chapas de oposição.

    Um dos documentos enviados (não divulgaremos os conteúdos por serem, em alguns casos, processos em curso, ainda em fase de contraditório) é relacionado à advogada Daniela Carla Gomes Freitas, que compõe a Chapa 2, na condição de vice ao lado do candidato a presidente Carlos Henrique. Os processos, segundo o próprio Regulamento Geral da OAB deveriam ser sigilosos. O que significa que o acesso a estes processos é restrito e alguém que possui esse acesso se fez valer do cargo para constranger adversários, quebrando o vínculo de confiança entre a Ordem e seus filiados.

    Nos documentos não constam processos relacionados a nomes inscritos na Chapa 1, encabeçada pelo advogado Lucas Villa.

    Há meses o Política Dinâmica cobra da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Piauí uma postura fiscalizadora do poder público em favor da Sociedade. Convenientemente, a OAB-PI manteve-se calada. Mais adiante, o leitor vai entender o motivo.

    Agora, às vésperas de uma nova eleição na seccional, distribui conteúdo sigiloso para denegrir a imagem de opositores. É o mesmo estilo covarde de “guerrilha” das campanhas governistas que o Piauí já conhece. Sinceramente, até mesmo entre adversários deveria haver um pouco mais de ética. Usar a Ordem contra advogados é baixo demais.

    Covardia por covardia, divulgação por divulgação, o que a atual diretoria da OAB-PI não publica e faz questão de esconder é que um importante integrante de sua chapa de reeleição responde há 5 anos a um processo de Lesão Corporal de Natureza Grave.

    Trecho de denúncia oferecida pelo Ministério Público contra integrante da OAB (imagem: reprodução)

    Indicado para ocupar o cargo de presidente da Caixa de Assistência ao Advogado - CAAPI, o advogado Talmy Tércio Júnior arrombou a porta do apartamento de sua ex-esposa, a ameaçou, arrastou-a até o quarto, a agrediu com mordidas e a jogou no chão, segundo denúncia do Ministério Público, alegando que ali, no chão “era seu lugar”.

    Laudo elaborado no IML sobre as agressões de natureza grave contra ex-mulher de candidato (imagem: reprodução)

    O crime aconteceu em 2009 e prescreve em alguns meses. É um dos retratos da atual — e futura — gestão. Os atuais presidente Chico Lucas e vice-presidente Lucas Villa, deixaram de fora da chapa várias mulheres, não cumpriram o mínimo de 30% de advogadas, mas insistiram para manter Talmy Tércio num dos cargos mais importantes da OAB-PI, justamente aquele que deveria trabalhar com a “preocupação e o cuidado com o profissional da advocacia e com os seus familiares e estagiários regularmente inscritos nesta seccional”, segundo a descrição institucional do cargo.

    O "probleminha" do candidato a presidente da CAAPI na Chapa 1 era tão conhecido por Lucas Villa que o marketing da campanha fez questão de "escondê-lo" nas peças publicitárias (foto: Instagram)

    Incômodo maior sentem as mulheres, provavelmente, no caso específico da postura de Lucas Villa. O advogado do emblemático “Caso Fernanda Lages” se deu ao trabalho de bancar a permanência de um agressor ao custo de tirar mulheres da chapa.

    Talmy e Villa: será que a Chapa 1 resguarda candidato para viabilizar prescrição de crime de lesão? (foto: Facebook)

    Logo, não é de se espantar que estejam sendo vazados conteúdos de processos administrativos contra adversários — a maioria mulheres —, nem tampouco causa espécie a inoperância da Ordem por uma Justiça mais célere.

    Quem votou em Chico Lucas em 2015 para ter uma OAB renovada certamente não imaginava que a mudança seria tão ruim (foto: Jailson Soares | PoliticaDInamica.com)

    E você achando que a cumplicidade da OAB-PI em relação à gestão de Wellington Dias (PT) era apenas uma questão de amizade de Chico Lucas com o secretário de Fazenda Rafael Fonteles, ou com o secretário de Justiça Daniel Oliveira. Nem somente a expectativa de se tornar secretário de Estado.

    Já sabe que é também de autopreservação e interesse pessoal. Com um telhado de vidro desses, a OAB-PI não pode peitar ninguém. Zero.

    Senhoras e senhores advogados, façam uma boa escolha em 2018.

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  • terça ,30 de outubro de 2018, às 02:10h

    A começar pela deputada federal Rejane Dias, petistas estão na mira do TCE-PI, que ao contrário do que faz a OAB-PI, não se omite (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    De olhos fechados aponte para qualquer secretaria da gestão de Wellington Dias (PT). O mais difícil é não esbarrar em alguma operação policial sobre desvios de recursos públicos. As que estão em curso ou as que estão na iminência de acontecer. Todas contando sempre com o pronto apoio do Tribunal de Contas do Estado.

    Topique, Itaorna, Natureza. Seduc, Semar, Setur, Idepi, CDSOL. Tem pra todo (des)gosto. Escândalos não faltam. O que deve faltar em alguma tempo é orçamento para o TCE-PI continuar dando suporte à Polícia Civil, à Polícia Federal e ao Ministério Público. A equipe econômica do atual governador Wellington Dias achou por bem diminuir os recursos de quem os fiscaliza.

    Apesar da previsão otimista do governo petista que espera subir sua Receita Líquida em 3,51%, para o TCE-PI a parte que estará disponível em 2019 será 1,03% menor do que foi este ano. No total, o órgão vai perder R$ 1.301.649,00 (hum milhão, trezentos e um mil, seiscentos e quarenta e nove reais). Esse é o primeiro e único recuo no orçamento desde 2005. Não há dados financeiros oficiais do governo do Piauí disponíveis na internet anteriores a esta data.  

    Mas fica pior: internamente, a conta destinada ao Fundo de Modernização do Tribunal cairá para menos da metade, sofrendo um corte de 54,78%.

    O Política Dinâmica fez algumas contas e gráficos para mostrar o que o secretário petista do Planejamento Antônio Neto não conta para você quando vai passear pelas emissoras de rádio e TV.

    Fonte: Seplan - Secretaria de Estado do Planejamento do Piauí (imagem: Marcos Melo | politicaDinamica.com)

    Se o leitor reparar bem, em 2014, a gestão de Zé Filho (à época, governador pelo MDB), entregou um Orçamento que aumentou 18,41% os recursos do TCE-PI, depois de um aumento 17,49% concedido pelo seu antecessor Wilson Martins (PSB) em 2013. Ao final de 2015, o petista Wellington Dias já tirou o pé do acelerador e quebrou o aumento pela metade na hora de fazer as contas de 2016, dando 9,79%.

    Já para o ano de 2017, o aumento voltou para a casa dos dois dígitos: 11,46%. Sob a gestão do conselheiro Olavo Rebelo, o TCE-PI aumentou em 226,02% seu Fundo de Modernização, que é investido na qualificação de pessoal e melhora sistemas de fiscalização e controle.

    Fonte: Seplan - Secretaria de Estado do Planejamento do Piauí (imagem: Marcos Melo | politicaDinamica.com)

    Deu no que deu: com mais ferramentas e conhecimento adquiridos em 2017, o corpo técnico do tribunal tirou o sono de integrantes dos mais variados esquemas de malandragem operando dentro do governo estadual.

    Aí, deve ser observado que, coincidência ou não, Wellington puxou o freio de mão. O aumento do orçamento do TCE-PI despencou em 2018, não passando de 4,83%. E isso planejado no mesmo ano em que a gestão do PT criou 9 coordenadorias e uma fundação (todas com status de secretaria) para bancar a compra de aliados políticos e a farra das licitações de calçamentos, que deram o tom dos gastos baseados numa Receita Líquida prevista para crescer pelo menos 14,34%.

    Trocando em “miúdos”: a gestão de Wellington planejou gastar pelo menos R$ 1,3 bilhão a mais que 2017 enquanto o TCE receberia o menor aumento em dinheiro desde 2010.

    Vendo que o TCE-PI não estava fazendo vista grossa, o jeito encontrado pelo governador Wellington Dias para ganhar algum fôlego antes de submergir no mar de lama de sua gestão foi cortar o orçamento do tribunal (foto: Jailson Soares | politicaDinamica.com)

    Já 2019 é o ano em que deve chegar com juros e correção a fatura da reeleição petista que está no rotativo desde 2015. Para atrapalhar o trabalho do TCE-PI, o jeito foi engatar a marcha ré. A Corte de contas voltará 4 anos no tempo, tendo no próximo ano a mesma participação orçamentária relativa que tinha em 2015: apenas 1,14% se comparada à Receita Líquida do Estado.

    A intenção de abater a fiscalização e o controle do TCE é mais do que clara. E para dar essa “facada”, o governo petista já mostrou que tem coragem.

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  • segunda ,29 de outubro de 2018, às 23:10h

    O discurso é um, a atitude é outra: Wellington cortou recursos para defesa de direitos humanos e mulheres em situação de violência ao diminuir recursos da Defensoria Pública (foto: Jailson Soares | politicaDinamica.com)

    Direito. Está aí uma coisa que a gestão de Wellington Dias (PT) não respeita. Ainda mais se o direito é dos mais pobres. O Orçamento de 2019 traz uma infeliz surpresa para quem depende dos serviços da Defensoria Pública: a instituição vai ter corte de 1,35% em seus recursos, enquanto o Executivo projeta um aumento de sua receita líquida de 3,51%.

    Fonte: Seplan - Secretaria de Planejamento do Estado do Piauí (imagem: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Isso significa que a Defensoria vai perder R$ 1.155.311,00 (hum milhão, cento e cinquenta e cinco mil e trezentos e onze reais) enquanto o governo de Wellington Dias cresce R$ 371.442.356,00 (trezentos e setenta e um milhões, quatrocentos e quarenta e dois mil e trezentos e cinquenta e seis reais). É mais de quatro vezes todo o orçamento da Defensoria.

    Fonte: Seplan - Secretaria de Planejamento do Estado do Piauí (imagem: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Com ampla maioria na Assembleia e na imprensa, o governador não deve ter problemas para aprovar o Orçamento desse jeito. Enquanto isso, parceira do governo de Wellington Dias, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí, mantém-se silenciosa e desatenta, fazendo festa e alvoroço apenas na defesa da campanha eleitoral que acontece agora dentro da própria instituição. É uma farra da inoperância e da falta de compromisso com a Justiça.

    Enquanto isso, a OAB de Chico Lucas só bate palmas para o governo de Wellington Dias e faz campanha para Lucas Villa continuar essa relação íntima com a turma do PT (foto: Facebook.com)

    Dentre várias atribuições da Defensoria, estão a atuação na defesa dos direitos humanos, na defesa da mulher em situação de violência e na defesa dos direitos da infância e da juventude.

    Essa situação mostra que a preocupação de Wellington Dias com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para presidente do Brasil passou longe de ser motivada pela preocupação com a Constituição e os direitos individuais de cada cidadão.

    Talvez o atual governador não saiba, mas nem todo piauiense tem cacife para bancar os escritórios particulares da turma da Operação Topique. Nem os escritórios dos dirigentes da OAB-PI que fazem a festa nas prefeituras do interior.

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  • segunda ,08 de outubro de 2018, às 03:10h

    Os três maiores orçamentos do Estado fizeram seus deputados federais os mais bem votados de 2018 (fotos: Jailson Soares | politicaDInamica.com)

    A bancada federal do Piauí não apresenta surpresas. Todos os nomes são conhecidos dos piauienses e já figuravam há semanas em listas não oficiais de eleitos em bancas de aposta. Foram 6 reeleitos. O governo fez 8 deputados, e a oposição fez 2.

    Com 138.800 votos, a atual primeira-dama Rejane Dias (PT), esposa do atual governador Wellington Dias, foi a primeira colocada nas eleições para a Câmara Federal. Seguida pelo deputado Fábio Abreu (PR) com 132.719 votos e pelo petista Assis Carvalho, com 129.623 votos. Estes três aumentaram suas votações de 2014. Por acaso, os três mandaram nos últimos 4 anos nos três maiores orçamentos do estado: Educação, Segurança e Saúde. 

    Flávio Nogueira (PDT) desta vez fez por onde não bater na trave: emplacou 111.672 votos, sendo o quarto mais votado. O deputado reeleito Júlio César Lima (PSD) subiu de votação, e ficou bem na fita, com 110.597, fechando o grupo dos eleitos com mais de 100 mil votos.

    Iracema Portella (PP), esposa do senador reeleito Ciro Nogueira,  foi a sexta mais votada com 96.277 votos. O Progressista ainda fez da atual vice-governadora Margarete Coelho uma futura deputada federal com impressionantes 76.338 votos conquistados numa campanha que começou em junho. Com 73.302 votos, Marcos Aurélio Sampaio (MDB) fecha a conta do governo na oitava vaga.

    Gente que estava em campanha há 4 anos ficou de fora da festa governista, como é o caso de Merlong Solano (PT), Paes Landim (PTB) e Mainha (PP), agora, respectivamente, primeiro, segundo e terceiro suplente.

    Pela oposição na chapa de Dr. Pessoa, a Dra. Marina (PTC) conquistou uma vaga com 70.828 votos. Silas Freire (PRB) repete uma primeira suplência com 57.391 votos.

    Também na oposição, na chapa de Luciano Nunes, o deputado Átila Lira (PSB) atingiu a marca de 54.095 votos. O suficiente para ser eleito, mas bem longe do que esperava dele, que despencou de 129 mil votos recebidos em 2014. Ficou na primeira suplência dessa coligação o atual deputado federal Heráclito Fortes (DEM), com 44.262 votos.

    Veja a lista!


    • InthegrARTE
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  • segunda ,08 de outubro de 2018, às 03:10h

    Governo elege toda a chapa majoritária e os dois senadores passaram de 800 mil votos cada um (foto: facebook)

    Ao lado do governo, com uma superestrutura e com apoio de centenas de prefeitos não era difícil prever que o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, seria reeleito. Mas ele não foi o único do governo. Surpresa para alguns, Marcelo Castro (MDB) agora segue também para um mandato de 8 anos em Brasília.

    Ciro alcançou a marca de 897.959 votos, o que corresponde a 29,92% do total de votos válidos. Já Marcelo Castro, em segundo lugar, chegou ao fim da eleição com 812.213 votos, que correspondem a 27,06%.

    O ex-governador Wilson Martins (PSB) mais uma vez fica sem a vaga de senador. O candidato mais votado da oposição somou 570.065 votos, 18,99% do total, ficando longe da vaga no Senado da República. Apesar de ter liderado pesquisas na maior parte da campanha, Wilson permanece sem mandato eletivo.

    Fechando o pelotão mais destacado da corrida de senadores, Robert Rios (DEM) conseguiu  8,27% dos votos válidos, ou seja 248.223 votos; o cantor Frank Aguiar (PRB) ficou com 5,04%, 151.269 votos.

    Veja os demais na tabela abaixo!

    Com este resultado, Ciro tira um peso das costas e se consolida como líder do maior grupo político do Piauí; Marcelo se credencia como sucessor de Wellington Dias em 2022; e Wilson volta pro consultório para continuar exercendo a medicina.

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  • domingo ,07 de outubro de 2018, às 23:10h

    Recorde: 4 vezes eleito em primeiro turno, Wellington Dias permanece no Karnak (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    A escolha do eleitor é soberana. Se vendeu, entregou de graça ou depositou o voto por convicção, no final, o resultado foi que Wellington Dias ganhou mais uma vez a disputa pelo Governo do Estado em primeiro turno. Serão mais 4 anos de gestão do PT no Piauí. Wellington conquista seu 4º mandato na disputa mais apertada que teve até hoje, sem atingir a marca de 1 milhão de votos.

    Matematicamente, às 20h38 deste domingo (7), com 93,72%, o Tribunal Superior Eleitoral apontava que já se podia dizer que o petista havia conquistado mais um mandato de governador.

    Wellington teve 55,65% contra uma soma de 44,35% dos votos da oposição, num montante de 1.736.845 votos válidos.

    O Dr. Pessoa (SD) obteve 20,48% dos votos válidos, chegando em segundo lugar com 355.792 votos. Já o deputado Luciano Nunes (PSDB) alcançou 17,30%, que correspondem a 300.549 votos.

    Mais de 371 mil eleitores deixaram de ir às urnas, ou seja 15,71% do eleitorado. Votaram em branco 63.237 eleitores, o que corresponde a 3,17% do total. Anularam o voto 197.505 eleitores, ou seja, 9,89% do total. Esse pessoal poderia facilmente ter feito a diferença, mas a oposição não conseguiu canalizar esses votos de insatisfação e protesto.

    Nesta segunda-feira (8), já tem início a divisão da próxima gestão de Wellington.

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  • domingo ,07 de outubro de 2018, às 23:10h

    Georgiano, Lucy e Júlio: a tradição e a estrutura impuseram as maiores votações da bancada estadual no Piauí (foto: Jailson Soares | politicaDInamica.com)

    São trinta vagas, mas a eleição dos deputados estaduais era a mais previsível dentre todos os cargos em disputa. O governo confirmou sua força na hora de eleger proporcionais e segurou 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Piauí. A oposição fez o resto sendo 2 pela chapa de Luciano Nunes, 2 Pela chapa de Elmano Ferrer e outros 2 com Dr. Pessoa.

    As bancadas dos partidos ficaram assim. O MDB permanece como maior partido na Alepi, com 6 cadeiras e deve manter, também, a presidência da Casa. Empatam em segundo, as bancadas de PT e Progressistas, com 5 cada uma. O PR ficou com 3 deputados, o PTB com 2 e PDT, PSD, PRTB, 1 cadeira cada. Os partidos de oposição: PTC, PSDB, PSB, PV, PPS e PRB fizeram 1 deputado cada.

    Georgiano Neto (PSD), o rei dos calçamentos, filho do deputado federal reeleito Júlio Cesar Lima foi reeleito com absurdos 79.723 votos em todo o Piauí. Serve, assim, de prova incontestável de que prefeito, dinheiro e obra de calçamento dão voto a quem for.

    Em segundo ficou a primeira-dama de Teresina Lucy Soares (PP) que teve 57.384 votos, conquistando seu primeiro mandato eletivo. É prova incontestável da força da máquina municipal nas mãos do prefeito Firmino Filho e indica que o tucano mira o interior para vôos futuros. O terceiro na disputa foi o presidente estadual do Progressistas, Júlio Arcoverde, reeleito com 49.688 votos.

    Os governistas continuam com os seguintes nomes por ordem de votação: Wilson Brandão (PP) com 47.908 votos; Severo Eulálio (MDB) com 47.175 votos, Flávio Nogueira Junior (PDT) com 47.007 votos; Zé Santana (MDB) com 45.813 votos; Limma (PT) com 44.234 votos; Themístocles Filho (MDB) com 42.773 votos; Dr. Francisco Costa (PT) com 41.966 votos; Janaínna Marques (PTB) com 41.653 votos; Dr. Hélio (PR) com 38.391 votos; Henrique Pires (MDB) com 38.346 votos; Pablo Santos (MDB) com 38.177 votos; Fernando Monteiro (PRTB) com 36.852; Fábio Xavier (PR) com 35.779 votos; Fábio Novo (PT) com 35.714 votos; Hélio Isaías com 35.358 votos; Franzé Silva (PT) com 31.526 votos; Coronel Carlos Augusto com 30.810 votos; João Mádison (MDB) com 30.118 votos; Flora Izabel (PT) com 29.061votos; Nerinho (PTB) com 27.684 votos; e Firmino Paulo (PP) com 26.692 votos.

    Pela oposição, na coligação do Dr. Pessoa, foram eleitos Pastor Gessivaldo Isaías (PRB) — que na verdade é governista — com 28.259 votos; e Evaldo Gomes (PTC) com 26.851 votos.

    Pela coligação que apoiava Luciano Nunes os eleitos são Marden Menezes (PSDB) com 42.096 votos; e Gustavo Neiva (PSB) com 34.662 votos.

    Pela chapinha de Elmano Ferrer, os nomes são o da vereadora Tereza Britto (PV) com 19.532 votos e Oliveira Neto (PPS) com 17.633 votos.

    Veja a lista com os eleitos por ordem de votação, coligação e partido.

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