Coluna Marcos Melo
  • sexta ,22 de março de 2019, às 02:03h

    Em depoimento à Polícia Federal e ao juiz na audiência de custódia, Alano Rodrigues alegou que arma era de policial militar "faz-tudo" que trabalha pra ele (imagens: redes sociais | Jailson Soares | politicaDinamica.com

    Preso em flagrante delito por posse/porte ilegal de arma de fogo (Art. 16 da Lei 10826/03), o empresário Alano Rodrigues teve hoje (21) sua audiência de custódia.

    Embora Alano Rodrigues tenha muitos contratos com prefeituras do interior do Piauí, nenhuma de suas três empresas distribuidoras de alimentos — dentre elas a FUTURA DISTRIBUIDORA — participou ou venceu o Pregão Presencial 001/2014 da Secretaria de Educação do Piauí, que é o objeto da investigação da PF.

    A ARMA

    Segundo o auto de prisão da Polícia Federal, foi o próprio Alano Rodrigues quem mostrou a arma aos policiais que haviam iniciado o trabalho de busca em sua casa. Trata-se de uma pistola da marca Taurus, calibre .40, acompanhada de 10 munições do mesmo calibre e outras 10 munições calibre .380. A arma possui o brasão da Secretaria de Segurança Pública do Piauí.

    A arma apreendida pela Polícia Federal é deste mesmo modelo e semelhante à da imagem acima, com o brasão da SSP-PI (imagem: reprodução)

    Apesar de ter apresentado a arma e as munições aos policiais e mesmo seguindo para a prisão, Alano Rodrigues não deu na hora nenhuma outra informação a respeito da propriedade do equipamento, como mostra o auto de prisão abaixo: 

    Durante o interrogatório, Alano Rodrigues apontou que a arma pertence a um policial militar de nome Victor, lotado no 5º Batalhão da Polícia Militar. Veja no depoimento abaixo:

    O tal policial — que inclusive estaria afastado do trabalho da PM por motivo de de licença médica — é um “faz-tudo” do empresário, servindo de motorista a office boy e que até dorme por vezes em sua casa também.

    Pelo menos 10 munições apreendidas pela PF são iguais a estas entregues à Polícia Militar do Piauí em 2017 (fotos: Marcos Melo | politicaDInamica.com)

    SEGURANÇA NÃO SABE DE NADA

    Até a noite desta quinta-feira (21), a Secretaria de Segurança não havia sido informada oficialmente a respeito da arma apreendida e ficou sabendo do caso pela reportagem do Política Dinâmica.

    Segundo informações extra-oficiais, o secretário Rubens Pereira está esperando uma comunicação da Polícia Federal para investigar o motivo pelo qual uma arma da SSP estava dormindo na gaveta de um empresário investigado pela Polícia Federal.

    O OUTRO LADO

    Até o horário da publicação desta matéria o Política Dinâmica não havia conseguido contato com a defesa de Alano Rodrigues. 

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  • quinta ,21 de março de 2019, às 01:03h

    O empresário Alano Rodrigues foi preso por posse ilegal de arma, quando a PF fazia buscas em sua residência (imagem: redes sociais)

    O inquérito e o processo estão sob sigilo. Mas já é possível avançar em algumas informações. Durante uma das visitas da Polícia Federal em um dos endereços relacionados nos mandados de busca e apreensão, foi preso o empresário Alano de Sousa Rodrigues.

    Para não confundir: este que foi preso não é o ex-secretário de Educação, o advogado Alano Dourado. Vale frisar a diferença até porque o nome não é a única coincidência: os contratos investigados entraram em vigência exatamente durante a gestão de Alano Dourado na SEDUC. Mas Dourado não foi alvo da operação Boca Livre.

    O empresário Alano Rodrigues foi preso em casa, por outro motivo: posse ilegal de arma de fogo. Ele seguirá para audiência de custódia nesta quinta-feira (21).


    EMPRESÁRIOS E EMPRESAS

    O Política Dinâmica esteve na sede da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (20), por motivo da coletiva de imprensa marcada para as 10h. Curiosamente, também na sede da PF estavam empresários sócios de algumas das empresas investigadas.

    Ao notar nossa presença, o empresário Flavio Henrique Rocha de Aguiar, da Norte Sul Alimentos (NS Distribuidora de Alimentos Ltda) escondeu-se atrás de um dos pilares da sala. Ao seu lado, sentado, José Carlos Carvalho, da CR Distribuidora.

    As setas vermelhas apontam Flávio Aguiar; as amarelas mostram José Carlos (foto: Marcos Melo | PoliticaDInamica.com)

    De acordo com as declarações do delegado Reinaldo Camelo — responsável pelo núcleo de combate ao crime organizado na PF do Piauí — as empresas investigadas são especificamente aquelas participantes e vencedoras do Pregão Presencial Nº 001/2014.

    As empresas vencedoras desse pregão e seus respectivos sócios administradores são:

    CR DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS GERAIS LTDA

    CNPJ: 05.106.833/0001-55

    Sócio-Administrador: José Carlos de Carvalho

    NORTE SUL ALIMENTOS LTDA

    CNPJ: 03.586.001/0001-58

    Sócio-Administrador: Flavio Aguiar

    SILVA E ALVES FRUTOS TROPICAIS LTDA

    CNPJ: 01.542.171/0001-05

    Sócio-Administrador: Sinval Alves da Silva

    SP COMERCIAL E DISTRIBUIDORA LTDA

    CNPJ: 08.728.961/0001-29

    Sócio-Administrador: Sebastião Paulino


    Veja como consta no Mural de Licitações do Tribunal de Contas do Estado:



    Outras empresas e empresários devem ser investigados na esteira da Operação Boca Livre. Primeiro porque os quadros societários de algumas destas empresas mudaram desde 2014. Segundo, porque a Polícia Federal investiga a movimentação bancária destas empresas e de seus sócios-administradores, que por sua vez, na maioria dos casos, também possuem outras empresas. No mesmo ramo de serviço!

     Ainda não há informações específicas sobre a Futura Distribuidora de Alimentos Ltda (CNPJ: 15.260.400/0001-03), mas sabe-se que seu sócio-administrador Alano Rodrigues já trabalhou com a Norte Sul, de Flávio Aguiar.


    SERVIDORES

    Também segundo a Polícia Federal, os servidores envolvidos no esquema seriam aqueles diretamente ligados aos atos licitatórios. Foi apurado que um montante de R$ 300 mil teria sido repassado a agentes públicos. A PF não informou quantidades individuais.

    No Diário Oficial do Estado do dia 26 de maio de 2014 foi publicado o aviso de resultado do Pregão Presencial 001/2014. Consta o nome de Maria José Alcântara Viana como pregoeira.

    Veja:

    Ela é professora efetiva dos quadros da Secretaria de Estado da Educação e ocupava o cargo de pregoeira desde pelo menos o dia 2 de janeiro de 2014, tendo sido nomeada para o exercício da função por meio de uma portaria assinada pelo ex-secretário de Educação Átila Lira, hoje deputado federal.

    Veja:

    Extra-oficialmente, também se fala de investigação da PF sobre os atos de três outros servidores: o também professor efetivo da SEDUC Leovídio Bezerra Lima Neto; o engenheiro ocupante de cargo comissionado Luiz Felipe de Alcântara Mendes Raulino — estes dois sendo parte da equipe licitatória nomeada na gestão de Átila Lira, como mostra o documento acima —; e a nutricionista Jucira Macêdo Lopes Reis, comissionada exclusiva, que à época era gerente de Gestão Escolar e Programas de Alimentação.

    Uma portaria também assinada por Átila em 12 de março de 2014 designou a nora do atual senador Marcelo Castro (MDB) para a função.

    Veja:

    LEIA TAMBÉM:
    Átila e Alano: ex-secretários se defendem

    Ação da Polícia Federal na Seduc; Veja fotos

    Boca Livre: mais uma na Seduc

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  • quarta ,20 de março de 2019, às 13:03h

    Operação investiga esquema na merenda (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Os ex-secretários de Educação do Piauí, Átila Lira e Alano Dourado, falaram com a reportagem do Política Dinâmica e negaram qualquer envolvimento ou conhecimento do esquema de corrupção na merenda escolar investigado pela Operação Boca Livre, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta (20). A investigação apura fraude em licitação e supostos pagamentos de propina que teriam ocorrido em 2014, ano em que a pasta foi gerida pelos dois.

    Átila deixou o cargo em março daquele ano para disputar a reeleição de deputado federal. Já o advogado Alano Dourado ocupou o posto em seguida, quando Zé Filho assumiu o governo do Estado após a renúncia do então governador Wilson Martins (PSB). Na nota divulgada à imprensa nesta manhã, a atual administração da Seduc alegou que a merenda escolar era descentralizada desde 2003, ou seja, o dinheiro era repassado diretamente para as escolas comprarem os alimentos. No entanto, diz que em 2014 a gestão da época voltou a centralizar.

    Átila nega qualquer conhecimento do esquema (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

    Átila afirmou que até março de 2014 a merenda escolar continuava descentralizada e que não foi a gestão dele que centralizou. "Nós saímos em março de 2014 e até então a merenda era descentralizada. Nós não centralizamos, de forma nenhuma. Isso é posterior. Não tenho nada a declarar por não ter tomado nenhuma decisão nesse sentido", falou.

    Já Alano Dourado disse que não lembra de ter realizado nenhuma licitação com esse objeto durante sua gestão e que acredita cegamente no trabalho da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU). Segundo ele, a "merenda escolar é sagrada" e quem cometeu alguma ilegalidade precisa ser responsabilizado. Alano afirmou ainda que não foi notificado sobre a operação e informou que teve todas as suas contas de gestão aprovadas.

    Alano afirma que "merenda é sagrada" (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    "Acredito cegamente no trabalho da Polícia Federal e da CGU, órgãos com grande respaldo. Merenda escolar é sagrada e se alguém cometeu alguma ilegalidade, que seja responsabilizado. Quanto à operação, não fui notificado de nada, pelo contrário, todas minhas contas foram aprovadas e não respondo nenhum inquérito e nem processo, porque sei da importância do estudo e pautamos nossa gestão na máxima eficiência e honestidade. Aliás, não lembro de ter iniciado nenhuma licitação com este objeto", declarou.

    A OPERAÇÃO
    De acordo com a Polícia Federal, a operação Boca Livre foi deflagrada para aprofundar investigações que identificaram fraudes em processos licitatórios realizados pela Seduc e ainda a contratação com sobrepreço na aquisição de merenda para distribuição em escolas da Redes Estadual, com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    Conforme a PF, as investigações revelaram que um grupo de empresas atuou conjuntamente com gentes públicos na fraude em uma licitação realizada pela Seduc em 2014. A irregularidade facilitou o direcionamento do objeto e o sobrepreço na aquisição da merenda. Nesse episódio, a investigação apontou um prejuízo efetivo de R$ 1,7 milhão decorrente de superfaturamento nos pagamentos realizados pela Seduc às empresas do esquema.

    Ainda segundo a investigação, foram identificadas transferências de valores para servidores públicos, o que aponta para um suposto pagamento de propina. As empresas envolvidas têm ampla atuação em vários municípios piauienses e órgãos do Estado, sendo elas responsáveis pela movimentação de pagamentos na ordem de R$ 140 milhões entre os anos de 2014 e 2018. A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, todos eles em Teresina.

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  • segunda ,25 de fevereiro de 2019, às 12:02h

    As imagens de Iracema repercutiram até em grupos de Whatsapp de delegados e agentes da Polícia Federal de todo o Brasil (foto: reprodução | Instagram)

    Se uma imagem vai ficar marcada como símbolo do Corso de Teresina 2019, essa imagem tem nome famoso e fantasia polêmica. A deputada federal Iracema Portella (Progressistas) declarou seu amor pela prévia de Carnaval da capital do Piauí vestida como uma dos integrantes de um famoso seriado de ladrões de banco, La Casa de Papel.

    Sem dar aqui nenhum “spoiller”, o resumo do série de TV é o seguinte: bandidos que não tem nada a perder planejam o maior assalto do século se infiltrando na Casa da Moeda da Espanha.

    E o motivo da polêmica com a deputada Iracema? No dia anterior, sexta-feira (22), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dela e do seu marido, o senador da República Ciro Nogueira. Outros endereços também foram visitados num desdobramento da Operação Lava-Jato, chamada de Operação Compensação. A PF chegou a arrombar os cadeados de sua residência em Teresina.

    No vídeo gravado durante o Corso de Teresina, Iracema Portela diz que “o meu coração ama carnaval e eu sempre quis usar uma fantasia assim”. Nesta segunda-feira (25), o vídeo já tinha mais de 11 mil visualizações e 290 comentários no Instagram. Mas viralizou mesmo em aplicativos de mensagens.Sim, teve quem apoiasse a fantasia e a manifestação carnavalesca de Iracema Portella (imagem: reprodução)

    A imagem rodou as redes sociais do Piauí e do Brasil. Em grupos de WhatsApp, as opiniões estavam divididas. Ela foi chamada de “sem noção” por usar a fantasia errada, no dia errado e de forma errada em alguns grupos nos quais ela já não tinha muitos fãs. Em outros, ela foi considerada debochada, por ter ”sambado” na cara da polícia no que poderia ser entendido como uma manifestação de impunidade.

    Se você não viu o vídeo ainda, confira abaixo e dê a sua opinião. Sem noção ou debochada?


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  • domingo ,24 de fevereiro de 2019, às 00:02h

    Júlio Arcoverde alega que Polícia Federal fez espetáculo desnecessário com Ciro Nogueira (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    O Política Dinâmica perguntou ao presidente estadual do Progressistas a respeito da Operação Compensação da Polícia Federal, que fez buscas e apreensões em endereços do presidente nacional da sigla, o senador Ciro Nogueira. Foi durante a solenidade de posse do deputado estadual Júlio Arcoverde como secretário de Esporte e Lazer de Teresina. E, segundo ele, foi mais espetáculo do que novidade.

    “Olha, questão de Justiça se trata na Justiça. Eu apenas acho que estão ‘espetacularizando’ muito essa história do processo criminal”, comentou. Júlio alega que o senador Ciro Nogueira nunca se furtou nem deixou de fazer nenhum comparecimento à Justiça.

    Presidente estadual do Progressistas, Júlio alega que Ciro Nogueira está tranquilo sobre as suspeitas do processo que se desenrola em desdobramento da Operação Lava-Jato (foto: Marcos Melo | PoliticaDInamica.com)

    “Fizeram a mesma busca na casa dele na véspera da eleição, então ele está muito tranquilo. Ele está viajando, não está em Brasília nem aqui e, por isso, não está aqui na minha posse. Ele viria na segunda-feira, mas a posse foi adiada para hoje. Mas ele está muito tranquilo e seus advogados também. O ruim disso é só esse espetáculo que se cria”, argumentou.

    Veja o vídeo!

    A OPERAÇÃO

    A ação foi autorizada pela ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber em inquérito que apura se o grupo JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, repassou R$ 42 milhões para que o PP apoiasse o PT nas eleições presidenciais de 2014 e também para que não desembarcasse do governo em 2016, durante o processo de impeachment.

    Os pagamentos teriam sido feitos por meio de doações oficiais e por meio de simulação de pagamentos e repasses feitos pelo Comercial Carvalho, rede de supermercados do Piauí. O irmão de Ciro Nogueira, o empresário Gustavo Nogueira, segundo as investigações, teria recebido parte do dinheiro em nome do presidente nacional do PP.

    Em nota, também seguiu o mesmo argumento de Júlio.

    Segue a nota:

    A Defesa do Senador Ciro Nogueira vem denunciar, mais uma vez, o direito penal do espetáculo. O que está sendo apreendido nesta busca e apreensão é o que foi recentemente restituído pelo Supremo Tribunal em virtude de outra operação que não resultou em Ação Penal , o Supremo rejeitou a Denúncia,pois baseada tão somente na palavra de outro delator. Tal constrangimento poderia ser evitado com a simples intimação do Senador para prestar esclarecimento pois , é evidente, este sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário.

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  • sábado ,23 de fevereiro de 2019, às 23:02h

    Firmino Filho afirmou que ida de Júlio Arcoverde para SEMEL "cimentou" a aliança política entre seu grupo e os progressistas do Piauí (foto: Marcos Melo | politicaDInamica.com)

    O prefeito Firmino Filho (PSDB) comentou para o Política Dinâmica as suas expectativas políticas e administrativas com a chegada do deputado estadual Júlio Arcoverde (PP) ao primeiro escalão de sua gestão. Para o tucano, ter o presidente estadual dos progressistas na sua equipe consolida em concreto a união dos partidos para as próximas eleições.

    A posse de Júlio Arcoverde foi prestigiada por dezenas de deputados estaduais e vereadores de Teresina (foto: Marcos Melo | politicaDInamica.com)

    Já do ponto de vista administrativo, Firmino também tem a certeza de que a articulação política do PP pode trazer mais investimentos para Teresina.  

    Firmino e Júlio pareciam estar olhando com bastante alegria para o futuro da aliança entre o PSDb e o PP (foto: Marcos Melo | PoliticaDInamica.com)

    Por sua vez, o deputado Júlio Arcoverde se diz mais que preparado para o desafio de tocar a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer da capital. “Estou muito satisfeito e animado, que é o mais importante. Vamos trabalhar para desenvolver a SEMEL”, resumiu.

    O "casamento" entre Firmino Filho e os Progressistas, agora, é de papel passado (foto: Marcos Melo | PoliticaDInamica.com)

    Veja a entrevista!


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  • sexta ,22 de fevereiro de 2019, às 10:02h

    Segundo uma informação extra-oficial, a PF cumpre mandatos de busca e apreensão num desdobramento da Operação Lava-Jato. O Política Dinâmica filmou com exclusividade o exato momento em que a Polícia Federal usou uma ferramenta para cortar cadeados e arrombar o portão da residência do senador.

    [Atualização às 8h20]

    Segundo informações apuradas, somente em Teresina, aproximadamente seis viaturas caracterizadas e descaracterizadas da Polícia Federal cumpriram mandatos de busca na casa do senador Ciro Nogueira, na imobiliária de sua família, a CN Imóveis, e em sua loja de motos, a CN Motos. Além das buscas na capital piauiense, também estão sendo visitados imóveis em Brasília (DF) e São Paulo (SP). No total, são 7 mandados de busca e apreensão, além de intimações para fins de depoimentos dos envolvidos.

    A operação é decorrente de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo como principal investigado o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também é presidente da legenda. Batizada de Compensação, a operação foi autorizada pela ministra Rosa Weber, do STF. A Polícia Federal investiga supostos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro.
    O Política Dinâmica já entrou em contato com a assessoria de comunicação do senador, mas ainda não recebeu resposta.

    [Atualização às 9h20]
    A assessoria de comunicação do senador Ciro Nogueira enviou ao Política Dinâmica uma nota sobre a Operação Compensação, que ocorre em desdobramento da Operação Lava-Jato da Polícia Federal.

    Segue a nota:

    Em relação às diligências realizadas pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (22) em endereços ligados a Ciro Nogueira, o senador afirma que não vê razões que justifiquem a ação, uma vez que sempre esteve à disposição para colaborar com as investigações.

    Ciro Nogueira defende o rápido esclarecimento dos fatos, que, mais uma vez, irão comprovar a improcedência das acusações.

    Assessoria de Imprensa

    [Fim da Atualização]


    Saiba mais nos links abaixo:
    VIDEO EXCLUSIVO: POLÍCIA PULA MURO DA CASA DE CIRO

    POLÍCIA FEDERAL AMANHECE NA COLA DE CIRO NOGUEIRA

    Veja no vídeo abaixo!


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  • sexta ,22 de fevereiro de 2019, às 09:02h

    A Polícia Federal amanheceu nas propriedades do senador Ciro Nogueira em Teresina (foto: Marcos Melo | politicaDinamica.com)

    Na manhã dessa sexta-feira (22), a Polícia Federal foi até a sede da Ciro Nogueira Imóveis e também na casa do senador piauiense em Teresina. O político piauiense é alvo da Operação Compensação, um desdobramento da Operação Lava Jato. 

    A investigação apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O Política Dinâmica acompanhou com exclusividade a chegada dos agentes da PF na casa do senador. Era 5h50 da manhã quando os policiais se posicionaram em frente aos portões de Ciro.

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  • quinta ,07 de fevereiro de 2019, às 00:02h

    O orçamento cresceu, mas o dinheiro da SEJUS parece ter diminuído e falta até pra pagar gasolina das viaturas (foto: Jailson Soares | politicaDinamica.com)

    Se uma pasta do Governo do Estado do Piauí não pode alegar crise financeira para não funcionar direito, essa pasta é a Secretaria de Justiça. E mesmo assim, presos estão impossibilitados de comparecer às audiências de custódia por falta de combustível nos carros da SEJUS.

    A informação consta em um ofício tornado público nesta quarta-feira (6), em que Reginaldo Correia Moreira Filho — Diretor Adjunto da Unidade de Administração Penitenciária — comunica ao juiz de Direito da Central de Inquéritos de Teresina, Luiz Henrique Moreira Rego, que por falta de combustível para as viaturas, a SEJUS não tem como realizar a remoção de presos da audiência de custódia para as unidades prisionais, como é feito diariamente.

    Pelo mesmo motivo — pane seca —, presos não irão comparecer às audiências criminais em Teresina.

    Veja o documento:


    MANIFESTAÇÃO DA OAB

    A SEJUS, ao que parece, perdeu um cúmplice. A nova direção da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Piauí se manifestou a respeito do episódio. E já mostrou assim que vai agir diferente do que acontecia até o último dia 31 de dezembro de 2018. Veja a nota da OAB:

    CAIXA PRETA

    Sob o comando do advogado Daniel Oliveira, a SEJUS é uma verdadeira caixa preta. Para quem não teve a curiosidade de fazer uma busca simples nos arquivos da Secretaria de Planejamento, segue uma informação interessante: o orçamento da secretaria de Daniel aumentou 160% em 4 anos, durante o último mandato de Wellington Dias (PT). Nenhuma outra secretaria cresceu tanto proporcionalmente.

    A Secretaria de Educação cresceu seu orçamento em 15%; a Polícia Militar do Piauí, 27%; e a Propaganda Oficial subiu 72%.

    A SEJUS saiu de uma receita de R$ 65 milhões em 2015 para R$ 174 milhões em 2018. Ficam de fora deste calculo as suplementações orçamentárias e os repasses diretos do Governo Federal que, por exemplo, transferiu R$ 44 milhões do Fundo Penitenciário Nacional para investimentos no sistema carcerário. Ou seja, entrou muito mais dinheiro nesta secretaria do que se imagina.

    Bem que o procurador-geral de Justiça poderia colocar o Ministério Público Estadual para ajudar Daniel a encontrar o dinheiro da SEJUS (foto: Jailson Soares | PoliticaDInamica.com)

    Dinheiro extra que ninguém sabe onde foi parar e certamente não foi transformado em melhorias nas penitenciárias. E também não foi suficiente para pagar a conta nos postos de combustíveis.

    A SEJUS publicou uma nota sobre a pane seca de suas viaturas:

    A Secretaria de Estado da Justiça informa que está tratando junto aos órgãos financeiros do governo para regularizar a situação do transporte de detentos para as audiências. Destacamos que o problema é pontual e temporário, vez que o sistema do exercício financeiro do estado ainda encontra-se fechado para novos pagamentos. Frisamos que os abastecimentos serão resolvidos o quanto antes, estabelecendo imediatamente o pleno funcionamento das ações da secretaria.

    Só não falta combustível no carro que leva Daniel Oliveira aos mais diversos eventos políticos e eleitoreiros de Wellington e Rejane Dias.


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  • quarta ,06 de fevereiro de 2019, às 11:02h

    Dudu não gostou de saber que prefeitos do interior e gestores do Estado do Piauí andam maquiando contabilidade da Saúde para atingir determinação constitucional (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    O vereador teresinense Dudu do PT quer enquadrar gestores municipais e estaduais com uma denúncia no Ministério Público Federal. O petista se viu motivado a encaminhar a denúncia após o prefeito Firmino Filho (PSDB) mostrar aos vereadores que Teresina gasta 36% de sua receita em Saúde Pública. Enquanto isso, segundo o tucano, prefeituras do interior e o Estado do Piauí usam de “criatividade contábil” para provar gastos de 15% e 12% respectivamente, que são os mínimos previstos na Constituição.

    “É uma denúncia grave essa feita aqui pelo prefeito Firmino Filho”, frisou Dudu, em entrevista após a leitura da mensagem do prefeito ao Legislativo municipal, nesta terça-feira (5).

    Denúncia do petista deve se basear na mensagem do prefeito Firmino Filho, que alegou aos vereadores que Teresina sustenta a Saúde do Piauí (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    Ainda de acordo com a fala do prefeito Firmino, por falta de atendimento adequado no interior, a capital recebe pacientes de outras cidades e o Município se vê força a destinar verbas que poderiam ser investidas em outros setores — como mobilidade e infra-estrutura — para aumentar seu esforço em Saúde. Firmino utilizou o exemplo da UPA do bairro Renascença, que de cada 100 atendimentos, registra 55 pacientes de outros municípios do interior do Piauí.

    “Se estiver havendo esse tipo de movimentação de pessoas vindo pra cá enquanto prefeituras estão maquiando gastos com saúde, o Piauí precisa conhecer a verdade”, ressalta Dudu.

    Firmino diz que Teresina deixa de investir em outras áreas por carregar peso da Saúde do Piauí nas costas; em algus casos 55% dos atendimentos são a pacientes do interior (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    O petista não disse em que dia a denúncia será apresentada.

    Veja a entrevista:


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