Coluna Marcos Melo
  • quinta ,11 de abril de 2019, às 21:04h

    O vereador de Teresina publicou imagens do descaso em suas redes sociais (foto: reprodução)

    Quando a empresa Águas de Teresina venceu a licitação da subconcessão dos serviços da AGESPISA e o Tribunal de Contas do Estado contestou a vitória da empresa, não o fez à toa. Na época se chamando AEGEA, ela estava pagando R$ 21 milhões a menos e apresentando um atestado técnico de um município de apenas 4 mil habitantes. Para quem não sabe, a capital do Piauí tem mais de 850 mil habitantes. Agora, até vereador do PT reclama do serviço da empresa que foi escolhida, à força de liminar, pelo governo petista de Wellington Dias.

    É um contrato de R$ 1,7 bilhão. E 30 anos de serviço pra frente.

    Dudu do PT fez este vídeo nesta quinta-feira (11), na zona Sul de Teresina, região da Vila Irmã Dulce. Ele denunciou que há 4 meses a comunidade do Morro dos Cegos que é composta por mais de 500 famílias sofre com o descaso da falta de água. Indignado, o vereador questiona a falta de água em pleno período mais chuvoso do ano na capital.

    O petista ainda classificou a situação como um descaso e apontou que o Ministério Público deve ser acionado.

    Veja:

    Também nesta quinta-feira, a TV Clube, afiliada da Rede Globo, denunciou que falta água, mas não falta boleto de conta.

    Moradores estão tendo que tomar banho e lavar roupa na casa de parentes em outros bairros. E garantem que mesmo sem água, se o contador ficar ligado, a Águas de Teresina cobra pelo vento que passa nos canos.

    Veja:


    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sábado ,06 de abril de 2019, às 20:04h

    JVC discursou ao lado de Firmino, elogiou postura do tucano e desempenho da administração de Teresina e ambos deixaram no ar a possibilidade de dobradinha em 2020 (foto: PoliticaDInmica.com)

    Foi um evento informal de devolução de uma praça ao seu dono de direito: o povo. Depois de mandar derrubar as grades que estavam cercando a Praça da Pedra na última sexta-feira, neste sábado (6) pela manhã o prefeito Firmino Filho (PSDB) esteve no local para conversar com os trabalhadores que ganham a vida ali. 

    Entre críticas ao governo estadual e promessas de trabalho, Firmino e JVC trocaram elogios diante dos trabalhadores da Pedra (foto: PoliticaDinamica.com)

    Não foi só. Estava com a deputada estadual Lucy Soares (PP) e o vereador Luiz Lobão (MDB). Mas chamou a atenção outro integrante da "comitiva". O ex-senador João Vicente Claudino (PTB). 

    Veja o vídeo!


    Ambos discursaram. A afinação e os elogios trocados entre os dois não deixou dúvidas sobre o alinhamento politico. 

    Será dobradinha para 2020?

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sábado ,06 de abril de 2019, às 20:04h

    Viviane Moura, Ranieri Pinto e Paulo Martins jogaram o barro na parede: corretores de carros iriam bancar as parcelas mensais do contrato da PPP do Verdão (imagem: Marcos Melo e Youtube | politicaDinamica.com)

    O governo fez mais uma dessas parcerias público-privadas suspeitas. Desta vez, a esperteza estava instalada na concessão do estádio Verdão, no Centro de Teresina.

    Veja o vídeo!


    Com apoio da superintendente Viviane Moura — que responde pelas PPPs do Governo do Estado — o empresário Ranieri Pinto mandou cercar uma praça pública ao lado do estádio.

    A praça — que não é objeto do contrato — é utilizada de maneira livre há mais de 25 anos por corretores cadastrados e também independentes. O local foi destinado para este comércio pelo então prefeito Raimundo Wall Ferraz.

    Corretores iriam pagar pela praça pública mais do que está previsto em contrato que Ranieri Pinto pague pelo Verdão inteiro em 20 anos (foto: SUPARC)

    O contrato da PPP, que é assinado pelo presidente da Fundação do Esporte do Piauí — suplente de deputado estadual e ex-prefeito de Campo Maior — Paulo Martins (PT) prevê que em 20 anos, Ranieri pague ao Estado do Piauí um valor de R$ 6.815.388,34 pelo uso do espaço do Verdão. A média, então, é de R$ 28.400,00 por mês.

    Ao cercar a praça, o empresário e a superintendente queriam cobrar de cada corretor, filiado ou não, uma taxa mensal de R$ 110,00 para uso do espaço.

    Ora, se cada um dos 300 filiados do sindicato pagasse esse valor, seriam pelo menos R$ 33.000,00 por mês no bolso de Ranieri Pinto. Daria para pagar o Governo do Estado usando dinheiro de trabalhadores e explorando uma área pública não prevista no contrato. E ainda sobraria um troco de quase R$ 5.000,00.

    O prefeito Firmino Filho acabou com a molecagem nesta sexta-feira, e mandou derrubar as cercas.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sexta ,05 de abril de 2019, às 13:04h

    Em 2016, o Governo do Estado do Piauí pagou uma viagem de jatinho e hospedagem em hotel de luxo no litoral para o filho de Wellington Dias (foto: Jailson Soares | politicaDinamica.com)

    O médico Vinícius Ribeiro Dias, filho do governador Wellington Dias (PT) virou réu num processo de improbidade administrativa movido pelo Ministério Público Estadual. Estão no mesmo processo o major Francisco José de Almeida Viana e o coronel da Polícia Militar José Denilson do Rêgo Marques. O processo trata da utilização de jatinho e hospedagem em pousada de luxo pagas com recursos públicos sem previsão legal.

    O juiz é bem claro ao dizer que esta decisão específica de tornar Vinícius, o major e o coronel réus não significa que foram condenados. Mas justifica o recebimento da denúncia do Ministério Público alegando que a prova documental apresentada pelo MPPI é um “indício veemente de ocorrência de ilícito administrativo”. E por este motivo o processo deve continuar para a elucidação dos fatos.

    Veja a decisão aqui!

    O coronel Denilson Marques é o chefe do Gabinete Militar do governo de Wellington Dias desde sua posse para o terceiro mandato, em 2015.

    Na imagem, Denilson Marques é o cidadão à direita do fuzil do secretário de Segurança Fábio Abreu (foto: reprodução)

    Vinícius Dias e o major Viana já foram condenados em outro processo, uma ação civil pública, em que já foram condenados a ressarcir os cofres públicos em R$ 17 mil reais. Atualmente, eles recorrem desta decisão.

    A IMPORTÂNCIA DA IMPRENSA

    Na oferta da denúncia, o Ministério Público do Estado foi claro ao alegar que se viu obrigado a investigar o caso após a viagem de Vinícius Dias para a praia de Barra Grande num jatinho e sua hospedagem em hotel de luxo pagas pelo Governo do Estado terem sido noticiada em veículos de comunicação.

    Segundo o MPPI, tanto o coronel Denilson Marques quanto o major Francisco Viana erraram ao permitir a viagem do filho do governador bancada com recursos públicos por dois motivos: o primeiro é que Vinícius Dias não participaria ali de nenhum evento oficial; o segundo, Vinícius não acompanhava o pai, Wellington Dias, mas viajou em nave própria.

    PEDIDO DO MPPI

    Ao final do processo, se a Justiça entender que os três réus são culpados, o MPPI pede que eles sejam condenados à perda da função pública que ocuparem ao tempo do julgamento; a suspensão dos direitos políticos de 3 (três) a 5 (cinco) anos; o pagamento de multa civil de até 100 (cem) vezes o valor da remuneração percebida e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 3 (três) anos.

    SILÊNCIO DA DEFESA

    Germano tavares não quis comentar o caso (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    O Política Dinâmica entrou em contato com o advogado Germano Tavares, que defende Vinícius, Denilson e Viana neste processo. Apesar disso, a defesa não quis se manifestar até o momento da postagem desta matéria.

    O espaço continua aberto às explicações dos réus.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • terça ,02 de abril de 2019, às 23:04h

    Chegou a dizer no plenário que está bastante decepcionado com Wellington Dias: "Não cumpre promessas"(foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Nesta terça-feira (2) o vereador Ítalo Barros (PTC) liderou o coro dos insatisfeitos com promessas de campanha não cumpridas pelo governador Wellington Dias (PT) em 2018. Ano passado o petista prometeu a parlamentares municipais que o apoiaram na reeleição uma cota de R$ 500 mil em obras a serem indicadas por eles em Teresina. E agora descobriram que o que Wellington diz, não se escreve.

    “Me sinto injustiçado”, disse Ítalo ao Política Dinâmica. O vereador contrariou o posicionamento de seu partido — que fez campanha contra Wellington — para apoiar o petista em Teresina.

    Uma Justiça um pouco mais proativa poderia entender que houve no episódio abuso de poder político e econômico para a compra de apoio dos vereadores. Algum comissionado exclusivo do governo pode até se sentir na obrigação de contestar esse ponto de vista, fazendo por merecer a gratificação.

    Mas o fato é que balão é balão.

    De todo modo, é bom cada um assistir o vídeo abaixo e tirar suas próprias conclusões.


    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sábado ,30 de março de 2019, às 22:03h

    O fuzil vai dar o tom dessa nova administração de Fábio Abreu na Segurança Pública? (foto: Marcos Melo | politicaDInamica.com)

    Ao tomar posse como secretário de Segurança do Piauí mais uma vez, o deputado federal Fábio Abreu (PR) protagonizou uma polêmica. Diante de centenas de pessoas, políticos e imprensa, brincou com um fuzil, no melhor estilo Bolsonaro.

    Talvez seja uma estratégia do governo petista de Wellington Dias para se aproximar do Governo Federal. Uma maneira de fazer um aceno, para apoiadores, eleitores e participantes de quem, agora, dá as cartas em Brasília.

    Se não há conexões políticas entre o governador e o presidente Jair Bolsonaro (PSL), quem sabe agora um secretário com fuzil possa ser a ponte. Um, capitão do Exercito Brasileiro; o outro, capitão da Polícia Militar do Piauí. Já dá pra começar uma conversa com o presidente dizendo que ele tem seus fãs no governo.

    Veja o vídeo!

    Ou essa cena constrangedora pode ter sido apenas uma gracinha midiática de quem quer esquentar o nome para disputar a prefeitura de Teresina.

    Seja como for, condenável. Sem a menor necessidade. E de uma irresponsabilidade enorme. Ao pegar o equipamento, ele não sabia se a arma estava carregada. O fuzil estava apontado para baixo. Ao virar o cano para cima, o movimento brusco revela a desconfiança sobre o equipamento desmuniciado.

    Mas teve quem batesse palmas. Dentro do Karnak, sempre há uma platéia pronta para aplaudir o que quer que seja.

    Ao receber o fuzil para fazer poses para a imprensa, Fábio Abreu não tinha nenhuma garantia de que a arma estava sem munição (foto: Marcos Melo | politicaDinamica.com)

    Fábio abriu um precedente perigoso e deu um péssimo exemplo inclusive para as crianças que fazem parte do Projeto Mirím Cidadão, do qual ele fala tanto.

    Vamos torcer para que a brincadeira de mal gosto do secretário não estimule policiais militares ou civis a saírem por aí imponto respeito em qualquer lugar à base desse tipo de exibicionismo irresponsável.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sábado ,30 de março de 2019, às 11:03h

    Acabou! Fecharam o espaço da obra para do Centro de Convenções que gerava emprego e renda, ao fechar o estacionamento, empresa ainda ameaçou empregados e flanelinhas (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Sobrou coragem para o representante da empresa SOFERRO que esta semana foi ao canteiro de obras do Centro de Convenções de Teresina ameaçar empregados e flanelinhas. Repercutiu bastante o vídeo em que nós denunciamos a falta de pagamento dos funcionários e a obra parada, mesmo depois de enterrados ali mais de R$ 35 milhões.

    Há uma semana, alguém — não se sabe quem ao certo — abriu o portão da obra. Pode ter sido um empregado, pode ter sido um motorista que se viu sem lugar pra estacionar perto da Assembleia Legislativa do Piauí.

    Com seus salários atrasados, funcionários da empresa que deveria estar reformando o local ficaram só observando enquanto flanelinhas na Avenida Marechal Castelo Branco recebiam os trocados de quem estacionava ali.

    O retrato do Estado.

    Depois que o vídeo do Política Dinâmica circulou, apareceu por lá alguém em nome da empresa SOFERRO. E ameaçou chamar a polícia para prender o pessoal humilde que estava querendo ganhar o dinheiro do almoço.

    Veja nosso vídeo!


    Será lá quem for, certamente não tem coragem de chamar a Polícia Federal (tem ali dinheiro do Ministério do Turismo e também do FINISA) para denunciar membros do Governo do Estado. O dinheiro chegou no Piauí, mas a obra não acaba. Já são 12 anos de desculpas.

    Se a obra está parada, quem não está pagando é a turma de colarinho branco (ou será vermelho?) do primeiro escalão de Wellington Dias.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • quinta ,28 de março de 2019, às 12:03h

    Viviane Moura está processando o Política Dinâmica porque publicamos reportagens que mostram que ela possivelmente fraudou um contrato com o Governo do Estado em 2014 e todas as PPPs sob seu comando foram questionadas na Justiça (fotos: Jailson Soares | politicaDInamica.com)

    Poucas coisas na 3ª gestão de Wellington Dias (PT) tiveram tanto destaque quanto a Educação e as parcerias público-privadas. Uma, a secretaria comandada pela esposa do governador, a outra, a superintendência conduzida por sua ex-cunhada. Mas se investigações da Polícia Federal já dão a certeza de que algo não estava certo na SEDUC, uma censura prévia impediu que os piauienses tivessem informações importantes na hora de avaliar a administração petista no último mês de outubro de 2018. Censura esta que não existe mais.

    Veja o que diz o advogado Wilson Gondim sobre o caso:

    No final do ano de 2017, Viviane Moura Bezerra e Francisco Olavo Bezerra Neto ajuizaram na Justiça uma ação de indenização por danos morais contra o Política Dinâmica. À época havia sido divulgada a história de uma possível fraude cometida pela empresa que Viviane e Olavo tinham juntos, num esquema que envolveu a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Piauí

    Veja nosso comentário no vídeo a seguir:


    Também era questionada a subconcessão dos serviços de águas e esgotamento sanitário da AGESPISA, que foi parar nas mão da AEGEA, uma empresa que apresentou um atestado de capacidade técnica de uma cidade de apenas 4 mil habitantes, deu um lance R$ 21 milhões menor na outorga e funciona até hoje à base de liminar.  

    Olavo Bezerra e Viviane Moura cobraram R$ 460 mil por um trabalho praticamente copiado da internet, segundo os autos do TCE-PI (foto: Roberta Rocha | RobertaRocha.com)

    Segundo equipe técnica do Tribunal de Contas do Estado e investigações do Política Dinâmica, no apagar das luzes de 2014, uma dispensa de licitação de quase R$ 500 mil foi realizada na SEMAR. Em resumo, a empresa de Viviane foi escolhida para elaborar o regimento interno da SEMAR e o novo Plano de Outorga de Águas no Piauí. No final das contas, tudo foi copiado da internet

    O governador Wellington Dias defendeu Viviane Moura na época, veja no vídeo abaixo:

    Enquanto cobrava o Estado pelo serviço, Viviane Moura já fazia parte da equipe de transição do governo de Wellington Dias, do qual faria parte como superintendente de parcerias público-privadas. Recebeu metade do valor. O caso é tão interessante que o secretário de Meio Ambiente que assumiu em seguida, o advogado e ex-procurador do Estado de Goiás, Ziza Carvalho, suspendeu o resto do pagamento.


    Além de requerer na justiça R$ 50 mil de indenização, Viviane e Olavo pediram para que o Política Dinâmica retirasse o conteúdo sobre Viviane do ar. Fomos eu, Marcos Melo, enquanto jornalista, e o Política Dinâmica, enquanto veículo, censurados por decisão da Juíza Maria das Neves Ramalho Barbosa Lima do 5º Cartório Cível - Teresina da Comarca de Teresina. 

    A publicação da M&B omite os créditos originais e traz o nome de Viviane Moura como coordenadora de todo o trabalho (imagem: PoliticaDinamica.com)

    O trabalho entregue por Viviane Moura e pelo qual ela cobra R$ 460 mil do Governo subestima a inteligência dos analistas do TCE-PI e o mecanismos de busca do Google (imagem: PoliticaDinamica.com)

    Sem outro veículo que fizesse a denúncia, o Piauí permaneceu sem esta importante informação sobre um de seus principais agentes públicos. Ao mesmo tempo, o governo impulsionou a propaganda institucional sobre as parcerias público-privadas.

    Veja a decisão aqui. Decisão que impôs censura ao Política Dinâmica

    Os desembargadores Fernando Lopes, Raimundo Nonato Alencar e Oton Lustosa, de acordo com o que já faz o STF, garantiram a liberdade de imprensa e expressão (fotos: Jailson Soares | politicaDInamica.com)

    Felizmente, o Tribunal de Justiça do Piauí reverteu essa situação. Foi intentado Agravo de Instrumento em face decisão da juíza Maria das Neves. A 4ª Câmara Especializada Cível do TJ-PI, com a relatoria do Desembargador  Fernando Lopes, à unanimidade, cassou a decisão "a quo" e restabeleceu a liberdade de imprensa e expressão. Acompanharam o entendimento do relator os desembargadores Raimundo Nonato da Costa Alencar e Oton Mário José Lustosa Torres.

    Veja aqui a decisão que derrubou a censura prévia e garantiu a liberdade de imprensa: Acórdão - TJ-PI derruba censura.pdf

    "Alisando as postagens colacionadas aos autos, percebe-se que assiste razão à agravante quanto à falta de especificidade sobre quais matérias jornalísticas supostamente ultrapassaram os limites do dever de informação e estariam sendo consideradas como insinuações de que os agravados teriam causado danos ao erário, ou seja, a fundamentação adotada não discorreu acerca do conteúdo das postagens de forma a determinar quais delas e em que ponto ultrapassam os limites previstos no art. Art. 220 da Constituição Federal/1988”, consta num trecho da decisão.

    O mérito ainda será analisado pela Justiça, mas segundo o advogado Wilson Gondim, já se faz garantida a certeza da liberdade de imprensa e expressão. "Com esta decisão, o TJ-PI restabelece a ordem constitucional quando desconstitui decisão com nítido ato censório que maculava a democracia ao impedir um meio de comunicação de divulgar fatos de interesse público e demonstra a competência do TJ-PI que está alinhado a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal”, frisa.

    VEJA TAMBÉM

    A 'CLONAGEM' DE MEIO MILHÃO DE REAIS

    AS COINCIDÊNCIAS QUE CERCAM OS NEGÓCIOS DAS PPPS DO GOVERNO WELLINGTON DIAS

    OPOSIÇÃO DENUNCIA FAVORECIMENTO DE VIVIANE MOURA EM CONTRATO

     VISIBILIDADE, ACESSO, CONFIANÇA E PODER

    CONTRATO SOB SUSPEITA

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sábado ,23 de março de 2019, às 13:03h

    No meio da polêmica: Margarete coordena grupo de trabalho que gerou a discórdia entre Rodrigo maia e Sérgio Moro (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Jurista reconhecida nacionalmente, em seu primeiro mandato como deputada federal a piauiense Margarete Coelho (PP) já está no meio de uma polêmica das grandes. Ela está presidindo o grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime que o ministro da Justiça Sérgio Moro entregou à Câmara Federal e que se tornou uma queda de braço entre ele o o presidente da casa, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM).

    Moro quer que o pacote anticrime tramite juntamente com a reforma da Previdência, o presidente da Câmara não quer. “Tramitar os dois ao mesmo tempo iria exigir um grande esforço”, comentou Margarete Coelho ao Política Dinâmica, ratificando o discurso de Maia.

    Veja a entrevista:

    A deputada federal foi vice do petista Wellington Dias no governo do Piauí entre os anos de 2015 e 2018. Ela é, também, gente de confiança do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, o partido com mais parlamentares alcançados no âmbito na operação Lava-Jato, sendo ele mesmo investigado pela Polícia Federal.

    Margarete alega que o trabalho do grupo escolhido por maia pode acelerar a tramitação do pacote anticrime (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Segundo ela, são dois projetos extremamente complexos. “Ele [o projeto] está tocando em vários pontos da vida da sociedade, da economia, enfim, do próprio Estado. (…) Não há qualquer interesse protelatório nisso”, alegou ao garantir que não há intenção de atrasar a votação do pacote na Câmara.

    Margarete avalia que ao contrário do que tem sido dito, o grupo de trabalho pode ganhar tempo para a aprovação do pacote anticrime. Ela revela que são 5 projetos de lei tramitando na Câmara Federal com os mesmos objetivos. E que o presidente Rodrigo Maia escolheu os três mais “substanciosos” para serem a analisados. São os PLs 10372/18, 10373/18 e 882/19, um deles proposto por Moro.

    O ponto aqui seria unir todos numa proposta unificada, debatendo ponto a ponto com a sociedade. Margarete revela que o grupo já adiantou muito serviço. “Temos um espelho de onde os projetos se antagonizam, se completam e se sobrepõem”, pontou.

    O grupo tem prazo de 90 dias com a possibilidade de prorrogação para terminar o serviço. “Mas não temos a intenção de utilizar os três meses”, pondera Margarete.

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sexta ,22 de março de 2019, às 20:03h

    O empreendimento já está recebendo dezenas de clientes todos os dias ao lado da ALEPI (foto: Marcos Melo | politicaDInamica.com)

    Três gestões do governador Wellington Dias (PT) já conseguiram torrar mais de R$ 35 milhões na obra de reforma do Centro de Convenções de Teresina, inútil até hoje. Mas agora, o local já gera emprego e renda!

    É que com a obra parada mais uma vez e esperando uma parceria público-privada, alguns funcionários da empresa que está sem receber dinheiro para terminar a reforma que já dura 12 anos resolveram empreender.

    Como eles estão sem receber seus salários também, decidiram fazer uma parceria com flanelinhas que já trabalham na Avenida Marechal Castelo Branco tomando conta dos carros de visitantes e servidores da Assembleia Legislativa do Piauí. 

    Limparam o mato do local, abriram os portões e estão cobrando R$ 3 por uma manhã inteira de estacionamento. O que é bem mais barato do que se cobra no centro de Teresina, por exemplo.

    Não é nenhum exagero dizer, então, que este já é o pátio de estacionamento mais caro do país. E é você contribuinte, eleitor ou não do atual governador Wellington Dias, quem tem pago essa conta infinita.

    Tá duvidando? Olha no vídeo aí!



    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sexta ,22 de março de 2019, às 03:03h

    O GRECO e a PRF trabalharam juntas em operação que investiga duas empresas de Alano Rodrigues e prendeu um de seus funcionários por receptação de carga roubada (fotos: Polícia Civil | redes sociais | politicaDInamica.com)

    A prisão do empresário Alano Rodrigues na última quarta-feira (20) por porte ilegal de arma de fogo foi mais acaso do que determinação judicial. Mas o acaso jogou luz num problema bem maior e mais difícil de explicar: duas das empresas dele são investigadas por receptação de carga roubada.

    Sem a prisão por conta da arma, teria Alano teria passado despercebido. Afinal, apesar dos pedidos feitos pela Polícia Federal, a Justiça indeferiu as solicitações de prisão da Operação Boca Livre, que investiga licitação direcionada, sobrepreço e superfaturamento na merenda escolar da Secretaria de Educação do Piauí.

    Mas ele deve ficar um pouco mais conhecido a partir de agora. Isso porque duas empresas de Alano Rodrigues são investigadas também pela Polícia Civil do Piauí, por meio do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO).

    A operação do Greco com a PRF investiga roubo e receptação de carga num esquema que envolve vários estados e diversas cidades (foto: Polícia Civil | politicaDInamica.com)

    CARGA ROUBADA SOB INVESTIGAÇÃO

    No último dia 15 de fevereiro de 2019, uma sexta-feira, o GRECO juntamente com a Polícia Rodoviária Federal apreendeu cargas roubadas e avaliadas em cerca de R$ 1 milhão de reais em empresas localizadas em Teresina e Timon-MA. Duas das três empresas onde as cargas foram encontradas pertencem a Alano Rodrigues.

    Em Teresina, foram apreendidas cargas roubadas de leite e café na FUTURA DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA (CNPJ: 15.260.400/0001-03), onde foi preso por receptação um funcionário de Alano Rodrigues, o senhor Francisco de Assis Costa Filho.

    Já em Timon-MA, no dia 16 de fevereiro de 2019, foi encontrada uma carga de leite na ND DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA (CNPJ: 04.721.070/0001-90), que havia sido roubada 10 dias antes, no município de Valença-PI.

    Nordeste Distribuidora é o nome fantasia da ND DISTRIBUIDORA (foto: PRF | PoliticaDInamica.com)

    No âmbito da Operação Boca Livre, Alano Rodrigues pessoalmente teve mandados de busca e apreensão cumpridos em sua casa, devido à proximidade e relação de negócios entre ele e o empresário Flávio Aguiar, sócio-administrador da Norte Sul Alimentos, empresa que está no rol de investigadas pela Polícia Federal.

    Mas olha só a coincidência: a ND Distribuidora de Alano Rodrigues — e  investigada pela Polícia Civil — nem sempre teve este nome. A razão social do CNPJ até algum tempo atras era COMÉRCIO ATACADISTA NORTE SUL LTDA. Só pra constar, o empresário Flávio Aguiar, tem duas empresas que usam o nome fantasia “Norte Sul”:  além da NS Distribuidora de Alimentos Ltda, há também a Norte Sul Comércio Atacadista.

    Flávio Aguiar (à esquerda) e Alano Rodrigues (à direita) até parecem mais do que amigos: verdadeiros sócios diante de tantas coincidências (foto: redes sociais)Por enquanto, é isso.

    O OUTRO LADO

    Até o horário da publicação desta matéria o Política Dinâmica não havia conseguido contato com as defesas de Alano Rodrigues e Flávio Aguiar. 

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • sexta ,22 de março de 2019, às 02:03h

    Em depoimento à Polícia Federal e ao juiz na audiência de custódia, Alano Rodrigues alegou que arma era de policial militar "faz-tudo" que trabalha pra ele (imagens: redes sociais | Jailson Soares | politicaDinamica.com

    Preso em flagrante delito por posse/porte ilegal de arma de fogo (Art. 16 da Lei 10826/03), o empresário Alano Rodrigues teve hoje (21) sua audiência de custódia.

    Embora Alano Rodrigues tenha muitos contratos com prefeituras do interior do Piauí, nenhuma de suas três empresas distribuidoras de alimentos — dentre elas a FUTURA DISTRIBUIDORA — participou ou venceu o Pregão Presencial 001/2014 da Secretaria de Educação do Piauí, que é o objeto da investigação da PF.

    A ARMA

    Segundo o auto de prisão da Polícia Federal, foi o próprio Alano Rodrigues quem mostrou a arma aos policiais que haviam iniciado o trabalho de busca em sua casa. Trata-se de uma pistola da marca Taurus, calibre .40, acompanhada de 10 munições do mesmo calibre e outras 10 munições calibre .380. A arma possui o brasão da Secretaria de Segurança Pública do Piauí.

    A arma apreendida pela Polícia Federal é deste mesmo modelo e semelhante à da imagem acima, com o brasão da SSP-PI (imagem: reprodução)

    Apesar de ter apresentado a arma e as munições aos policiais e mesmo seguindo para a prisão, Alano Rodrigues não deu na hora nenhuma outra informação a respeito da propriedade do equipamento, como mostra o auto de prisão abaixo: 

    Durante o interrogatório, Alano Rodrigues apontou que a arma pertence a um policial militar de nome Victor, lotado no 5º Batalhão da Polícia Militar. Veja no depoimento abaixo:

    O tal policial — que inclusive estaria afastado do trabalho da PM por motivo de de licença médica — é um “faz-tudo” do empresário, servindo de motorista a office boy e que até dorme por vezes em sua casa também.

    Pelo menos 10 munições apreendidas pela PF são iguais a estas entregues à Polícia Militar do Piauí em 2017 (fotos: Marcos Melo | politicaDInamica.com)

    SEGURANÇA NÃO SABE DE NADA

    Até a noite desta quinta-feira (21), a Secretaria de Segurança não havia sido informada oficialmente a respeito da arma apreendida e ficou sabendo do caso pela reportagem do Política Dinâmica.

    Segundo informações extra-oficiais, o secretário Rubens Pereira está esperando uma comunicação da Polícia Federal para investigar o motivo pelo qual uma arma da SSP estava dormindo na gaveta de um empresário investigado pela Polícia Federal.

    O OUTRO LADO

    Até o horário da publicação desta matéria o Política Dinâmica não havia conseguido contato com a defesa de Alano Rodrigues. 

    • InthegrARTE
    • Casa do Carneiro - Rações e Derivados
  • quinta ,21 de março de 2019, às 01:03h

    O empresário Alano Rodrigues foi preso por posse ilegal de arma, quando a PF fazia buscas em sua residência (imagem: redes sociais)

    O inquérito e o processo estão sob sigilo. Mas já é possível avançar em algumas informações. Durante uma das visitas da Polícia Federal em um dos endereços relacionados nos mandados de busca e apreensão, foi preso o empresário Alano de Sousa Rodrigues.

    Para não confundir: este que foi preso não é o ex-secretário de Educação, o advogado Alano Dourado. Vale frisar a diferença até porque o nome não é a única coincidência: os contratos investigados entraram em vigência exatamente durante a gestão de Alano Dourado na SEDUC. Mas Dourado não foi alvo da operação Boca Livre.

    O empresário Alano Rodrigues foi preso em casa, por outro motivo: posse ilegal de arma de fogo. Ele seguirá para audiência de custódia nesta quinta-feira (21).


    EMPRESÁRIOS E EMPRESAS

    O Política Dinâmica esteve na sede da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (20), por motivo da coletiva de imprensa marcada para as 10h. Curiosamente, também na sede da PF estavam empresários sócios de algumas das empresas investigadas.

    Ao notar nossa presença, o empresário Flavio Henrique Rocha de Aguiar, da Norte Sul Alimentos (NS Distribuidora de Alimentos Ltda) escondeu-se atrás de um dos pilares da sala. Ao seu lado, sentado, José Carlos Carvalho, da CR Distribuidora.

    As setas vermelhas apontam Flávio Aguiar; as amarelas mostram José Carlos (foto: Marcos Melo | PoliticaDInamica.com)

    De acordo com as declarações do delegado Reinaldo Camelo — responsável pelo núcleo de combate ao crime organizado na PF do Piauí — as empresas investigadas são especificamente aquelas participantes e vencedoras do Pregão Presencial Nº 001/2014.

    As empresas vencedoras desse pregão e seus respectivos sócios administradores são:

    CR DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS GERAIS LTDA

    CNPJ: 05.106.833/0001-55

    Sócio-Administrador: José Carlos de Carvalho

    NORTE SUL ALIMENTOS LTDA

    CNPJ: 03.586.001/0001-58

    Sócio-Administrador: Flavio Aguiar

    SILVA E ALVES FRUTOS TROPICAIS LTDA

    CNPJ: 01.542.171/0001-05

    Sócio-Administrador: Sinval Alves da Silva

    SP COMERCIAL E DISTRIBUIDORA LTDA

    CNPJ: 08.728.961/0001-29

    Sócio-Administrador: Sebastião Paulino


    Veja como consta no Mural de Licitações do Tribunal de Contas do Estado:



    Outras empresas e empresários devem ser investigados na esteira da Operação Boca Livre. Primeiro porque os quadros societários de algumas destas empresas mudaram desde 2014. Segundo, porque a Polícia Federal investiga a movimentação bancária destas empresas e de seus sócios-administradores, que por sua vez, na maioria dos casos, também possuem outras empresas. No mesmo ramo de serviço!

     Ainda não há informações específicas sobre a Futura Distribuidora de Alimentos Ltda (CNPJ: 15.260.400/0001-03), mas sabe-se que seu sócio-administrador Alano Rodrigues já trabalhou com a Norte Sul, de Flávio Aguiar.


    SERVIDORES

    Também segundo a Polícia Federal, os servidores envolvidos no esquema seriam aqueles diretamente ligados aos atos licitatórios. Foi apurado que um montante de R$ 300 mil teria sido repassado a agentes públicos. A PF não informou quantidades individuais.

    No Diário Oficial do Estado do dia 26 de maio de 2014 foi publicado o aviso de resultado do Pregão Presencial 001/2014. Consta o nome de Maria José Alcântara Viana como pregoeira.

    Veja:

    Ela é professora efetiva dos quadros da Secretaria de Estado da Educação e ocupava o cargo de pregoeira desde pelo menos o dia 2 de janeiro de 2014, tendo sido nomeada para o exercício da função por meio de uma portaria assinada pelo ex-secretário de Educação Átila Lira, hoje deputado federal.

    Veja:

    Extra-oficialmente, também se fala de investigação da PF sobre os atos de três outros servidores: o também professor efetivo da SEDUC Leovídio Bezerra Lima Neto; o engenheiro ocupante de cargo comissionado Luiz Felipe de Alcântara Mendes Raulino — estes dois sendo parte da equipe licitatória nomeada na gestão de Átila Lira, como mostra o documento acima —; e a nutricionista Jucira Macêdo Lopes Reis, comissionada exclusiva, que à época era gerente de Gestão Escolar e Programas de Alimentação.

    Uma portaria também assinada por Átila em 12 de março de 2014 designou a nora do atual senador Marcelo Castro (MDB) para a função.

    Veja:

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  • quarta ,20 de março de 2019, às 13:03h

    Operação investiga esquema na merenda (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    Os ex-secretários de Educação do Piauí, Átila Lira e Alano Dourado, falaram com a reportagem do Política Dinâmica e negaram qualquer envolvimento ou conhecimento do esquema de corrupção na merenda escolar investigado pela Operação Boca Livre, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta (20). A investigação apura fraude em licitação e supostos pagamentos de propina que teriam ocorrido em 2014, ano em que a pasta foi gerida pelos dois.

    Átila deixou o cargo em março daquele ano para disputar a reeleição de deputado federal. Já o advogado Alano Dourado ocupou o posto em seguida, quando Zé Filho assumiu o governo do Estado após a renúncia do então governador Wilson Martins (PSB). Na nota divulgada à imprensa nesta manhã, a atual administração da Seduc alegou que a merenda escolar era descentralizada desde 2003, ou seja, o dinheiro era repassado diretamente para as escolas comprarem os alimentos. No entanto, diz que em 2014 a gestão da época voltou a centralizar.

    Átila nega qualquer conhecimento do esquema (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

    Átila afirmou que até março de 2014 a merenda escolar continuava descentralizada e que não foi a gestão dele que centralizou. "Nós saímos em março de 2014 e até então a merenda era descentralizada. Nós não centralizamos, de forma nenhuma. Isso é posterior. Não tenho nada a declarar por não ter tomado nenhuma decisão nesse sentido", falou.

    Já Alano Dourado disse que não lembra de ter realizado nenhuma licitação com esse objeto durante sua gestão e que acredita cegamente no trabalho da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU). Segundo ele, a "merenda escolar é sagrada" e quem cometeu alguma ilegalidade precisa ser responsabilizado. Alano afirmou ainda que não foi notificado sobre a operação e informou que teve todas as suas contas de gestão aprovadas.

    Alano afirma que "merenda é sagrada" (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

    "Acredito cegamente no trabalho da Polícia Federal e da CGU, órgãos com grande respaldo. Merenda escolar é sagrada e se alguém cometeu alguma ilegalidade, que seja responsabilizado. Quanto à operação, não fui notificado de nada, pelo contrário, todas minhas contas foram aprovadas e não respondo nenhum inquérito e nem processo, porque sei da importância do estudo e pautamos nossa gestão na máxima eficiência e honestidade. Aliás, não lembro de ter iniciado nenhuma licitação com este objeto", declarou.

    A OPERAÇÃO
    De acordo com a Polícia Federal, a operação Boca Livre foi deflagrada para aprofundar investigações que identificaram fraudes em processos licitatórios realizados pela Seduc e ainda a contratação com sobrepreço na aquisição de merenda para distribuição em escolas da Redes Estadual, com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    Conforme a PF, as investigações revelaram que um grupo de empresas atuou conjuntamente com gentes públicos na fraude em uma licitação realizada pela Seduc em 2014. A irregularidade facilitou o direcionamento do objeto e o sobrepreço na aquisição da merenda. Nesse episódio, a investigação apontou um prejuízo efetivo de R$ 1,7 milhão decorrente de superfaturamento nos pagamentos realizados pela Seduc às empresas do esquema.

    Ainda segundo a investigação, foram identificadas transferências de valores para servidores públicos, o que aponta para um suposto pagamento de propina. As empresas envolvidas têm ampla atuação em vários municípios piauienses e órgãos do Estado, sendo elas responsáveis pela movimentação de pagamentos na ordem de R$ 140 milhões entre os anos de 2014 e 2018. A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, todos eles em Teresina.

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  • segunda ,25 de fevereiro de 2019, às 12:02h

    As imagens de Iracema repercutiram até em grupos de Whatsapp de delegados e agentes da Polícia Federal de todo o Brasil (foto: reprodução | Instagram)

    Se uma imagem vai ficar marcada como símbolo do Corso de Teresina 2019, essa imagem tem nome famoso e fantasia polêmica. A deputada federal Iracema Portella (Progressistas) declarou seu amor pela prévia de Carnaval da capital do Piauí vestida como uma dos integrantes de um famoso seriado de ladrões de banco, La Casa de Papel.

    Sem dar aqui nenhum “spoiller”, o resumo do série de TV é o seguinte: bandidos que não tem nada a perder planejam o maior assalto do século se infiltrando na Casa da Moeda da Espanha.

    E o motivo da polêmica com a deputada Iracema? No dia anterior, sexta-feira (22), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dela e do seu marido, o senador da República Ciro Nogueira. Outros endereços também foram visitados num desdobramento da Operação Lava-Jato, chamada de Operação Compensação. A PF chegou a arrombar os cadeados de sua residência em Teresina.

    No vídeo gravado durante o Corso de Teresina, Iracema Portela diz que “o meu coração ama carnaval e eu sempre quis usar uma fantasia assim”. Nesta segunda-feira (25), o vídeo já tinha mais de 11 mil visualizações e 290 comentários no Instagram. Mas viralizou mesmo em aplicativos de mensagens.Sim, teve quem apoiasse a fantasia e a manifestação carnavalesca de Iracema Portella (imagem: reprodução)

    A imagem rodou as redes sociais do Piauí e do Brasil. Em grupos de WhatsApp, as opiniões estavam divididas. Ela foi chamada de “sem noção” por usar a fantasia errada, no dia errado e de forma errada em alguns grupos nos quais ela já não tinha muitos fãs. Em outros, ela foi considerada debochada, por ter ”sambado” na cara da polícia no que poderia ser entendido como uma manifestação de impunidade.

    Se você não viu o vídeo ainda, confira abaixo e dê a sua opinião. Sem noção ou debochada?


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