Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
POSITIVO
SUPERINTENDENTE APROVA IDEIA DO GOVERNO

PHILIPPE SALHA FALOU SOBRE ATRASOS DE TERCEIRIZADOS E DISSE QUE MINISTÉRIO NÃO TEM MEIOS PARA FAZER O GOVERNO PAGAR AS EMPRESAS

05/02/2018 13:07 - Atualizado em 05/02/2018 14:54

Philippe fala sobre atrasos de terceirizados (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O superintendente regional do Ministério do Trabalho no Piauí, Philippe Salha, falou com a reportagem do Política Dinâmica nesta segunda-feira (5) e disse que a ideia do governador Wellington Dias (PT) de pagar os terceirizados direto na conta do trabalhador é positiva. Ele lembrou que problemas com terceirizados tem sido recorrentes e que em muitos deles o Ministério do Trabalho precisa intervir para garantir a remuneração do servidor.

Philippe ressaltou que a empresa é uma mera intermediária entre governo e mão de obra e que ela tem a responsabilidade de pagar os trabalhadores. Ele lembrou que a empresa deve arcar com os chamados “riscos do negócio” em caso do governo não fazer os repasses. No Piauí, o governo de Wellington Dias (PT) está em atraso com várias empresas terceirizadas.

“Quando eu monto um negócio, eu posso receber ou não, mas eu tenho a obrigação com aquele meu trabalhador. Nós, como Ministério, intervimos quando somos procurados ou pelo Sindicato dos Trabalhadores ou pelo próprio governo para garantir que este pagamento seja assegurado ao trabalhador e aos encargos sociais decorrentes desse trabalho. Então a gente acha que esse é um caminho que se pode buscar para tentar solucionar problemas quanto ao pagamento de terceirizados”, falou.

Apesar dos atrasos dos terceirizados, o superintendente afirmou que poucos trabalhadores procuraram o Ministério do Trabalho para denunciar a falta de pagamento. “A gente fica sabendo mais pela imprensa. Não sei se por falta de orientação ou se não querem entrar num confronto direto. Mas o Ministério continua de portas abertas para buscar um entendimento entre governo, trabalhador e empresa”, explicou.

SEM MEIOS
Philippe informou que o Ministério do Trabalho não tem meios para fazer o governo cumprir suas obrigações com as empresas. “A relação entre governo e empresa é uma relação comercial, não é trabalhista. A relação trabalhista ocorre entre trabalhador e empresa que o contratou. Então a nossa intermediação só pode ocorrer entre essas empresas. Quando procurado, a gente orienta, autoriza e acompanha os pagamentos dessas verbas trabalhistas. [Pagar direto] é uma boa medida porque garante o pagamento ao trabalhador”, finalizou.

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