Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
SÉRGIO MORO RETRIBUI ELOGIOS DE ELMANO

DURANTE REUNIÃO NA CCJ DO SENADO, MINISTRO DA JUSTIÇA OUVIU ELOGIOS E SE DISSE SENSIBILIZADO COM PALAVRAS DO SENADOR PIAUIENSE

27/03/2019 20:24 - Atualizado em 27/03/2019 20:45

Elmano rasgou elogios a Sérgio Moro (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, participou de uma reunião na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (27). Ele foi apresentar aos membros da comissão detalhes do pacote anticrime enviado ao Congresso Nacional. Na reunião, Moro foi bastante elogiado pelo senador piauiense Elmano Férrer (Podemos).

Férrer chamou Moro de herói e disse que ele liderou a revolução da toga no Brasil quando atuou como juiz federal em Curitiba. O senador lembrou que, no passado, apenas negros pobres eram presos e que foi a partir da Lava Jato que essa realidade começou a mudar.

"Este herói, que não foi um comandante de uma operação, mas foi, sim, quem liderou a revolução da toga nesse País. Uma nova geração de magistrados, de procuradores da República, de delegados da Polícia Federal e da inteligência da Receita Federal. Ele iniciou um processo de revolução. Eu tenho setenta e tantos anos. Na minha cidadezinha onde nasci no interior do Ceará, e do Piauí para onde fui, só vi negros pobres na cadeia", falou o senador.

Ministrou foi até a CCJ do Senado (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

MORO RETRIBUI OS ELOGIOS
Após ouvir a sequência de elogios, Moro agradeceu as palavras carinhosas proferidas pelo senador. O ministro e agora ex-juiz afirmou que desenvolveu um trabalho institucional na operação Lava Jato. Ele se disse sensibilizado com as menções elogiosas de Elmano e avaliou que, mesmo sendo passível de críticas, seu trabalho representou um avanço no País.

"Senador Elmano Férrer. Muito gentis palavras. Eu agradeço e fico realmente sensibilizado. Foi um trabalho institucional, substancialmente eu fiz parte desse trabalho institucional. Cabíveis pontuais críticas a esse trabalho, pois nada está imune à críticas, mas eu acho que realmente houve um avanço de enfrentamento da grande corrupção no Brasil. A tradição de impunidade foi quebrada ou, pelo menos, não é mesmo cenário", falou o ministro.

O ministro, no entanto, destacou a necessidade de se consolidar as conquistas obtidas no enfrentamento à corrupção. "O nosso grande desafio hoje é como consolidar esses avanços, que serão saudáveis para todos. Para os agentes públicos, para os políticos honestos, para as empresas que atuam com correção e para responder aos anseios da sociedade", disse.

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