Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
PRÉ-CAMPANHA
O DESAFIO DE FAZER LUCIANO CONHECIDO

EM SÃO JOÃO DO PIAUÍ, ROBERT RIOS DIZ QUE OPOSIÇÃO TEM O PAPEL DE UNIR SENTIMENTO DE NEGAÇÃO A WELLINGTON DIAS QUE ESTÁ DISPERSO

24/06/2018 22:19 - Atualizado em 24/06/2018 23:02

Luciano Nunes, pré-candidato ao governo do Piauí pela oposição (Foto: Ascom)

O nome do deputado estadual Luciano Nunes (PSDB) está posto como pré-candidato ao governo do Piauí desde janeiro deste ano. Até agora, as pesquisas de intenção de voto não tem sido muito favoráveis a ele. Por outro lado, o percentual daqueles que não sabem em quem votar para governador é muito alto, mesmo com Wellington Dias (PT) sendo um nome consolidado, três vezes governador e com seis eleições majoritárias disputadas nos últimos 18 anos (duas para prefeito de Teresina, uma para senador e três para governador).

E é nesse ponto que a maioria dos que defendem a pré-candidatura de Luciano apostam. Na avaliação dos opositores, já existe um fato concreto nesta eleição: o de que uma parcela significativa da população não quer Wellington Dias no governo a partir de janeiro de 2019. Pesquisas têm demonstrado essa realidade. Diante disso, a avaliação é de que existe o desafio de tornar conhecidas deste público as alternativas ao nome do petista.

No último sábado (23), durante discurso para lideranças na casa do ex-deputado estadual Roncalli Paulo, na cidade de São João do Piauí, o deputado estadual e pré-candidato a senador Robert Rios (DEM) chamou atenção para esse fato e pediu engajamento das forças de oposição de todo o Estado. Segundo ele, é preciso tornar o nome de Luciano Nunes conhecido do público que rejeita uma quarta gestão de Wellington Dias.

Robert Rios durante discurso em São João do Piauí (Foto: Reprodução/Internet)

Robert fez um retrospecto de eleições em que a oposição derrubou esquemas políticos tidos como imbatíveis e disse que "nunca viu estrutura vencer sentimento". Ele exemplificou dizendo que, na política, quando duas estruturas se enfrentam, a mais forte engole a mais fraca, mas quando uma estrutura enfrenta um sentimento, o sentimento sai vitorioso.

Em sua fala, recordou a histórica vitória de Mão Santa em 1994, quando derrubou o esquema político liderado pelo PFL do então candidato a governador Átila Lira. Na avaliação de Robert, o sentimento popular de rejeição ao grupo que dominava o Piauí alçou a figura de Mão Santa ao posto de governador do Estado. O exemplo seguinte citado por Robert foi o do próprio Wellington Dias em 2002, quando o petista venceu o então governador Hugo Napoleão (PFL). O deputado lembrou que, naquela época, a oposição tentou de todas as maneiras construir uma alternativa de candidatura, mas ninguém aceitava se lançar candidato.

"Ninguém do nosso lado queria ser candidato porque o Hugo era muito forte. Ele era governador, passou a ser apoiado pelo Firmino, que era prefeito de Teresina, e pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. A oposição sequer tinha candidato. Marcelo Castro foi chamado e não quis. Às 2h da manhã fomos acordar o João Vicente e ele não quis. Apelamos para o B. Sá que também não quis ser candidato. Chamamos o Freitas Neto que também não quis. Ninguém queria, tal era a exuberância do governo Hugo Napoleão. Quando não tinha ninguém para aceitar, fomos buscar o Wellington. Primeira pesquisa 68% para o Hugo e 6% para o Wellington. E ainda vencemos no primeiro turno", relembrou.

Deputado estadual e pré-candidato a senador acredita que sentimento popular pode ajudar Luciano Nunes (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

Para Robert, a vitória de Wellington em 2002 foi resultado do sentimento de negação ao grupo liderado pelo então governador Hugo Napoleão. Na visão dele, a mesma realidade ocorre em 2018, dessa vez contra o petista. O deputado avalia que o desafio agora é unir esse sentimento que atualmente existe, mas que está disperso.

"O que é o sentimento? O sentimento está dispersado, distribuído longe da gente. É quando você chega na bodega para tomar uma dose de cachaça e aí o companheiro diz assim: ‘rapaz, nesse governo eu num voto mais não’. É quando você chega no salão de beleza e a pessoa que está cortando o cabelo diz assim. ‘eu não voto no Wellington não’. É quando você pega um táxi e o taxista diz ‘eu num voto nesse Wellington não’. Essas pessoas não estão se comunicando. Elas estão dispersas. Mas elas representam um sentimento", falou.

Na avaliação de Robert, o grande desafio das lideranças políticas é juntar esses sentimentos dispersos e dizer que existe a alternativa de Luciano Nunes ao governo. Na fala, Robert destacou que grande parte dos que rejeitam Wellington Dias ainda não conhece Luciano.

Luciano Nunes vai disputar sua primeira eleição majoritária (Foto: Ascom)

"A classe política tem um papel que é terrível, que é juntar esse sentimento disperso. Juntar todo mundo e dizer que temos um candidato. Porque a vontade de votar contra o Wellington existe e ninguém segura mais. É inevitável, ela está pulando em cima da gente", falou.

Robert explicou que o primeiro sentimento da pessoa que está frustrada com o governador é o de negação. Ele entende que isso tem existido por todo o Piauí e que agora é preciso provocar um segundo sentimento nessas pessoas, o de afirmação, ou seja, eu voto em fulano. Se houver engajamento e dedicação, o deputado acredita que essa afirmação pode ser favorável a Luciano Nunes, desde que o nome dele chegue o mais longe possível.

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