Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
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MARGARETE LAMENTA CASSAÇÃO DE ALIADA

VICE-GOVERNADORA LAMENTOU CASSAÇÃO DA PREFEITA DE SÃO LOURENÇO DO PIAUÍ, ACUSADA DE COMPRA DE VOTOS NA ELEIÇÃO DE 2016

29/05/2018 19:02 - Atualizado em 29/05/2018 20:15

Para Margarete, decisão vai ser revertida (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

A vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho (Progressistas), lamentou nesta terça-feira (29) a cassação da prefeita de São Lourenço do Piauí, Michelle de Oliveira Cruz. A gestora e o vice tiveram os mandatos cassados pelo juiz eleitoral de São Raimundo Nonato, em decisão do dia 23, por abuso de poder econômico e compra de votos. Michelle é uma das três prefeitas do Progressistas eleitas em 2016 no território da Serra da Capivara [o partido também elegeu as prefeitas de São Raimundo e Dom Inocêncio] e teve Margarete como cabo eleitoral.

Ao Política Dinâmica, a vice-governadora afirmou que vê com preocupação a cassação da gestora. Ela disse que é papel da Justiça Eleitoral fazer com que as regras sejam cumpridas, mas considerou “complicado” quando se faz a opção entre a soberania popular e a do Poder Judiciário. Na avaliação de Margarete, a colega de partido vai conseguir reverter a situação. Michelle tem o direito de recorrer da decisão no exercício do mandato, sem deixar o cargo.

“Eu acho que cassar um mandato é muito grave, é muito sério. Porque não se cassa só um mandato, se cassa todos os votos que foram depositados no nome daquela liderança política. Então é muito complicado você fazer uma opção entre a soberania popular e a soberania do Poder Judiciário, que é contramajoritário. Claro que ninguém pode ganhar uma eleição sem cumprir as regras e é pra isso que a Justiça Eleitoral tem que atuar. Mas é uma decisão de primeira instância que está sujeita a reavaliação ainda”, falou.

A jovem prefeita Michelle Oliveira teve o mandato cassado (Foto: Reprodução/Facebook)

Margarete disse confiar na assessoria jurídica da correligionária e considerou as acusações contra Michelle como frágeis. “Eu acredito muito na reversão desta decisão, porque as questões que foram utilizadas como base para a decisão, que fundamentaram a decisão, são questões que a Justiça Eleitoral, em segunda instância e no TSE, tem avaliado de uma forma diferente. Então, as decisões, a gente se recorre delas exatamente pra isso, para uma uniformização da jurisprudência”, encerrou.

AS ACUSAÇÕES
Michelle de Oliveira Cruz, eleita prefeita de São Lourenço do Piauí em 2016 após derrotar o adversário por apenas 11 votos de maioria, foi acusada pela coligação derrotada de compra de votos e abuso do poder econômico. Entre os fatos narrados na denúncia, houve a distribuição de 200 filtros da Secretaria de Estado da Defesa Civil para famílias da comunidade Angico. A Defesa Civil, em 2016, era comandada pelo deputado estadual Hélio Isaías, do mesmo partido de Michelle, e cunhado de Margarete Coelho.

A distribuição dos filtros chegou a ser divulgada nas redes sociais pela própria Michelle e de sua equipe. Na decisão, o juiz Ítalo Márcio Gurgel de Castro ainda tornou inelegível por oito anos o ex-prefeito Manoel ldemar Damasceno Cruz, o Mazim, pai da prefeita. Segundo a denúncia, ele acompanhou a filha na distribuição dos filtros.

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