Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
RIGOR
GAECO VAI INVESTIGAR “FENÔMENOS” NO PERÍODO ELEITORAL

PROMOTOR AVISA QUE TRANSAÇÕES BANCÁRIAS SUSPEITAS EM CONTAS DE PREFEITURAS SERÃO MONITORADAS PARA EVITAR COMPRA DE VOTOS

27/04/2018 12:23 - Atualizado em 27/04/2018 17:09

Promotor já desbaratou vários esquemas criminosos no Piauí e promete atenção redobrada nas eleições (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco) redobrou as atenções devido à proximidade do período eleitoral. Um robusto esquema de fiscalização foi montado em parceria com órgãos e um dos focos será monitorar transações bancárias de contas públicas para impedir práticas criminosas que possam desvirtuar o pleito eleitoral. Verbas destinadas às prefeituras serão acompanhadas.

De acordo com o promotor Rômulo Cordão, coordenador do Gaeco e conhecido por desbaratar esquemas criminosos no Piauí, o objetivo é monitorar "fenômenos eleitorais" que costumam acontecer no período de campanha. Segundo ele, a intenção é, além de atuar na prevenção, também reprimir condutas criminosas de pessoas envolvidas no pleito.

"As atenções são redobradas. Nós temos a rede de controle e firmamos uma parceria focando nas eleições de 2018, junto com a Procuradoria Regional Eleitoral e órgãos como o TCE e o TCU, no sentido de verificar determinados fenômenos que ocorrem antes das eleições, notadamente no que diz respeito a transações bancárias nessas contas públicas de municípios. Tudo no sentido de detectar a ocorrência ou a possibilidade de ocorrência do ilícito para a gente atuar na prevenção e na repressão", falou.

O promotor Rômulo Cordão, do Gaeco, e o procurador da República Marco Aurélio Adão (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica.com)

DINHEIRO REPASSADO ÀS PREFEITURAS
O promotor lembra que, para comprar votos, os criminosos necessitam de uma estrutura que envolva dinheiro e por isso as atenções serão voltadas para as contas, uma vez que o recurso usado ilegalmente para comprar votos, geralmente, é oriundo do próprio poder público.

"A gente frisa muito na questão bancária porque a gente sabe que para se comprar o voto, ou se compra com dinheiro ou com bens. Para tanto, se precisa de um lastro financeiro para esse tipo de ilícito, para se financiar uma campanha com essa natureza. Então o foco nas contas é muito importante, notadamente quando a gente sabe que o dinheiro gasto nessas campanhas é proveniente do próprio erário. É dinheiro das prefeituras que seria para pagar empresas que têm contratos e que é desviado para ser usado na campanha", alertou.

Rômulo alerta para uso de empresas de fachada (Foto: Jailson Soares/PoliticaDinamica)

A fiscalização e o trabalho de investigação vão contar com o apoio inclusive dos bancos, principalmente os públicos. Qualquer movimentação financeira estranha será rigorosamente apurada. A preocupação do promotor é que dinheiro público transferido para as prefeituras possa ser utilizado de forma ilegal para comprar votos no interior do Estado.

"A parceria é no sentido de acompanhar essas despesas de pagamento, o que o TCE já faz atualmente, e detectar aqueles locais onde está havendo transações que chamam atenção pela frequência ou pelo montante dos valores. E aferir, a partir dali, se aquele volume de dinheiro está sendo realmente empregado no interesse público ou se está sendo desviado, por exemplo, por empresas de fachada para ser direcionado para as eleições e colocar em xeque o equilíbrio do pleito", falou.

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