Coluna Gustavo Almeida Política Dinâmica
FLÁVIO NOGUEIRA QUESTIONA EIKE BATISTA NA CÂMARA

EMPRESÁRIO PRESTOU DEPOIMENTO À CPI DO BNDES E FOI QUESTIONADO POR PARLAMENTARES FEDERAIS, ENTRE ELES FLÁVIO NOGUEIRA, DO PIAUÍ

06/08/2019 20:26 - Atualizado em 06/08/2019 20:58

Nogueira quis saber razão de empresas terem quebrado (Foto: Reprodução/TV Câmara)

O empresário Eike Batista foi ouvido nesta terça-feira (6) na CPI do BNDES, na Câmara dos Deputados. O depoimento dele foi tomado após requerimento de autoria do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP). Eike foi chamado para falar sobre os financiamentos bilionários firmados entre a EBX, empresa criada por ele, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) — um total de R$ 10 bilhões em sete anos, de 2005 e 2012.

Entre os deputados que fizeram questionamentos ao empresário estava Flávio Nogueira, do Piauí. Ele quis saber de Eike a razão das empresas dele terem quebrado embora tenha havido grande relação com o banco público. O deputado lembrou, inclusive, que a mineradora MMX, de Eike, gerou muitas expectativas no Piauí com a exploração de minério de ferro em municípios como São Raimundo Nonato, Avelino Lopes, Paulistana e Curral Novo.

— Afinal de contas, o que foi que quebrou mesmo o senhor? Foi o banco, foi o governo ou foram as doações de campanha? — indagou Nogueira.

Eike, que poderia ficar em silêncio por autorização do Supremo, respondeu o parlamentar.

— Nas seis empresas listadas, a maior delas era a empresa de petróleo, onde 100% dos recursos eram de investidores estrangeiros e meu. Eu tinha muito dinheiro dentro dela, com 60% da companhia, o que também é raro numa empresa de petróleo alguém ficar com uma participação tão grande. Mas como a gente acreditava no que os geólogos diziam, que tudo era fantástico... Mas enfim, não foi. Quando uma empresa num conglomerado desse quebra e perde a confiança, você começa a perder valor dessas empresas apesar delas terem laços extraordinários. O que eu fiz? Rapidamente chamei novos sócios para continuar esses projetos e vendi esses ativos a, literalmente, 10 centavos ou 1 real, 90% mais baratos. Eu precisava captar recursos para continuar injetando nela e eles absolverem as dívidas com o BNDES. A cascata da queda é essa. É que uma derruba cinco. É um efeito dominó. Foi uma falha estratégica minha ter seis empresas listadas —, argumentou.

O empresário Eike Batista, alvo de investigação (Foto: Reprodução/TV Câmara)

Ainda respondendo ao questionamento de Flávio Nogueira, Eike disse que o governo federal tirou da licitação, 15 dias antes, os blocos do pré-sal que ele sustenta que ganharia.

— O governo tirou. Eu tinha dinheiro para furar esses blocos, mas 15 dias antes, o governo, sabendo que a gente iria para o leilão e iria ganhar alguns desses blocos, ele tirou. Mas tudo bem, é a vida. Hoje entregaram para os estrangeiros. Aconteceu. —, falou.

E A EXTRAÇÃO NO PIAUÍ?
Para encerrar os questionamentos ao empresário, Flávio perguntou se acabou de vez a extração de minério no Piauí por parte das empresas dele. — Agora, eu estou cultivando 10 novos unicórnios. Me esperem. —, respondeu Eike sorrindo e arrancando risos na comissão.

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