Selo

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Coluna Marcos Melo
  • 17 de agosto 2017

    sexta ,11 de agosto de 2017, às 14:08h

    Wellington Dias não quer que Rejane Dias seja responsabilizada por fraudes da SEDUC no transporte escolar (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    De tão absurdo, pode parecer mentira. Mas a verdade é que o Projeto de Lei Nº 24/2017 existe e está tramitando na Assembleia Legislativa do Piauí. É nada mais nada menos que uma lei específica para livrar a secretária de Educação professora Rejane Dias (PT) de qualquer responsabilidade diante de fraudes e irregularidades que aconteçam nos pagamentos milionários do transporte escolar.

    A “Lei da Impunidade” — como já é chamada na Alepi — diz em seu artigo 8º que, apesar de ordenar as despesas, ou seja, assinar e autorizar os pagamentos, a secretária de Educação não pode ser responsabilizada se estiver pagando por um serviço que não está sendo realizado como deveria.

    Veja imagem:

    Pela Lei da Impunidade, especificamente a gestora da Educação não pode ser responsabilizada por ilícitos nos contratos de transporte escolar, já sob suspeita (imagem: reprodução)

    O relator da Lei da Impunidade é o deputado estadual Evaldo Gomes (PTC), que alega não ver problemas no projeto. Apesar do texto em seu artigo 1º deixar bem claro que o Estado poderá contratar diretamente o transporte, Evaldo joga para os gestores municipais a responsabilidade por eventuais fraudes e esquemas. Veja no vídeo a seguir:

    No início desta semana, o governador Wellington Dias comentou as falhas na SEDUC e admitiu que fraudes poderiam estar acontecendo desde seu segundo mandato, entre os anos de 2007 e 2010. Por este motivo, parlamentares na Assembleia acreditam que este artigo de impunidade foi incluído no projeto de lei para beneficiar direta e especificamente a professora Rejane Dias, secretária de Educação e esposa do governador. Veja no vídeo:

    O deputado Gustavo Neiva (PSB), que participa da Comissão de Constituição e Justiça , já pediu vista do projeto de lei e afirmou que os gestores devem ser responsáveis pelos seus atos e, também, pelos atos dos seus comissionados nas secretarias, afinal, os cargos são de confiança. Adiantou, ainda, que vai apresentar um relatório paralelo e buscar junto aos demais deputados da comissão derrubar o artigo específico que abre as portas da impunidade. Veja a seguir:

    Entramos em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação e com a Coordenadoria de Comunicação do Governo do Estado. Nem o governador Wellington Dias (PT) nem sua esposa, primeira-dama, secretária de Educação e deputada federal Rejane Dias (PT) quiseram comentar o conteúdo do projeto de Lei nº 24/2017.

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  • quinta ,10 de agosto de 2017, às 18:08h

    Wellington Dias afirmou que não há sigilo em contratos, FGV insiste na informação contrária (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    O governador Wellington Dias foi desmentido pela Fundação Getúlio Vargas. Segundo o Governo do Estado, a FGV é a instituição responsável pelo estudo, acompanhamento e fiscalização das parcerias público privadas no Piauí, bem como outras obras que estavam paradas por todo o Piauí.

    Porém a instalação das PPPs no Piauí é uma história cheia de suspeitas. Questionada sobre detalhes do serviço que presta ao Governo do Estado remunerada por meio de recursos públicos, a FGV disse que não poderia se manifestar por obrigação contratual de sigilo.

    Ontem, o governador Wellington Dias afirmou que não há sigilo, como pode ser visto no vídeo a seguir:

    Confrontada com esta manifestação do governador, a FGV repetiu sua versão, numa atitude que desmente o governador Wellington Dias. Segue a resposta:

    Ele teria assinado o contrato sem ler?

    O Ministério Público do Estado do Piauí já foi informado por meio de sua Ouvidoria, que tem o prazo legal de 72 horas para se manifestar.

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  • quarta ,09 de agosto de 2017, às 14:08h

    Wellington Dias desmentiu informação da Fundação Getúlio Vargas e garantiu que não há clausula de confidencialidade nos contratos (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    O governador Wellington Dias (PT) assegurou que não há qualquer tipo de sigilo ou confidencialidade entre o Governo do Estado do Piauí e a Fundação Getúlio Vargas. “Não há qualquer sigilo”, garantiu. Confira no vídeo abaixo:

    A declaração do governador contraria a informação prestada pela FGV ao Política Dinâmica. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Fundação Getúlio Vargas comunicou que não poderia comentar detalhes e responder perguntas relativas às parcerias público privadas e à licitação de subconcessão dos serviços da Agespisa em Teresina.

    O motivo para a negativa seriam “cláusulas de confidencialidade que regem os contratos” e que informações detalhadas só poderiam ser repassadas pela “contratante”, no caso, o Governo Do Estado. Veja o e-mail:

    Também já solicitamos ao secretário de Administração e Previdência, Franzé Silva, as cópias dos contratos, que não deu resposta até o presente momento. No final das contas, nem Governo do Estado nem a FGV liberaram os contratos para a imprensa. 

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  • sábado ,05 de agosto de 2017, às 13:08h

    Na última semana o Diário do Povo revelou em reportagem que o governador Wellington Dias (PT) está processando aquele veículo de comunicação, o jornalista Luciano Coelho e também o empresário Fábio Sérvio, dono do Jornal.

    O petista está contestando na justiça uma reportagem feita pelo Diário que revelou que dinheiro da JBS foi doado para campanhas do PT e PP em 2014. À época, o atual governador Wellington Dias foi procurado pela reportagem, bem como aqueles envolvidos diretamente na prestação de contas da campanha. Ninguém quis comentar as declarações de Joesley Batista, dono da JBS. Em delação premiada, ele contou à Procuradoria Geral da República que propinas foram dadas a políticos de todo o país sob forma de doações de campanha. Wellington não foi citado nominalmente pelo delator, mas dinheiro da JBS chegou ao Piauí. O fato precisava de esclarecimento.

    Fábio Sérvio diz que processo não o intimida a continuar fazendo o jornalismo necessário à sociedade (foto: Marcos Melo | PoliticaDinamica.com)

    Na entrevista concedida ao Política Dinâmica, Fábio Sérvio relembra a capa e a reportagem sobre o assunto, comenta o processo e fala sobre o compromisso que o jornalismo tem com a busca da verdade.

    Confira a entrevista!

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  • quinta ,03 de agosto de 2017, às 03:08h

    Viviane Moura, sob o comando de Franzé Silva, comanda os negócios do Estado do Paiuí quando o assunto são as parcerias público privadas (foto: Jailson Soares | PolíticaDinâmica.com)
    A coqueluche no Governo Wellington Dias são as Parcerias Públicos Privadas - PPP, Concessões e Subconcessões. Através de contratos que chegam a 30 anos de duração, empresas privadas "ganham" o direito de explorar serviços e aparelhos públicos. Foi assim com a Rodoviária, a Ceasa, a Agespisa. Na última terça-feira, o governador do Estado anunciou a PPP da Banda Larga.

    Olhar com cuidado para PPPs no Piauí faz com que um cidadão se depare com uma série ilimitada de “coincidências”. E em todas elas, o nome de Viviane Moura, superintendente das SUPARC, órgão subordinado à Secretaria de Administração e Previdência do Estado - SEADPREV, insiste em aparecer das mais curiosas formas.

    No início do terceiro governo Wellington Dias, a divulgação de que a Fundação Getúlio Vargas iria supervisionar obras e PPPs em andamento foi uma maneira de promover o compromisso da gestão com a eficiência e transparência. É tudo o que não temos hoje. Somente para a FGV, Wellington pagou, em 2016, quase R$ 10 milhões em consultoria.

    Viviane e Olavo em Londres durante o curso da LSE (foto: reprodução)

    Nas propostas apresentadas pela Superintendência de Parcerias Público Privadas (SUPARC) estão ainda hotéis, Centros Integrados de Atendimento ao Cidadão, hospital, maternidade, estradas, Parque de Exposições, estádio Albertão e o projeto do novo sistema de transporte público de Teresina através de Veículos Leves sobre Trilho - VLT. Os estudos avançam sob o alto custo de consultorias e de manutenção da SUPARC.

    O contrato assinado pela FGV foi embasado numa dispensa de licitação, assim como um outro, firmado na última semana pela SEADPREV para oferecer um curso de MBA em PPP aos gestores do Governo através da London School of Economics and Political Science com o custo superior a R$ 800 mil reais. O montante de recursos contratados e pagos até agora chamou atenção da bancada da oposição na Assembleia Legislativa. O tema foi abordado pelos deputados Robert Rios (PDT), Gustavo Neiva e Rubens Martins, ambos do PSB. Robert Rios fez uma forte acusação, nas palavra do deputado: "A Viviane Moura é a responsável pelos processos de PPP e passou as ações para o marido prestar serviços como se fosse da FGV. Acho que tem que auditar isso, mas a oposição não tem força para isso", finalizou lamentando.

    O jornal Diário do Povo em parceria com jornalistas do portal Política Dinâmica procurou entender o que estava por trás das declarações do deputado estadual. Robert Rios, que já foi delegado da Polícia Federal, deixou no ar uma mensagem: a de que o assunto deveria ser apurado e estava além da capacidade dos deputados de oposição na Assembleia Legislativa. A partir do que falou Rios, as duas equipes encontraram uma série de coincidências nas relações comerciais entre o contrato da Fundação Getúlio Vargas.

    FGV funciona no mesmo prédio da empresa do esposo de Viviane Moura

    Entre dezenas de prédios comerciais em Teresina, foi justamente no mesmo prédio escolhido pela FGV para implantar seu escritório que o esposo da dama de ferro das PPPs também instalou sua empresa, a CORISCO SINALIZAÇÕES RODOVIÁRIAS E CONSULTORIA EMPRESARIAL EIRELI - CNJP 18.307.581/0001-74. O endereço das duas, coincidentemente, é a Rua Acésio do Rego Monteiro, 1515, sendo que a Corisco fica na sala 406. No mesmo andar funciona a Octo Corporação, parceria da Fundação Getúlio Vargas no Piauí.

    A maior coincidência: FGV funciona no mesmo andar da empresa de Olavo Bezerra, esposo de Viviane Moura (foto: Jailson Soares | PoliticaDinamica.com)

    Corisco Sinalizações nem sempre foi o nome ligado a este CNPJ. Antes, a razão social era M&B TREINAMENTOS E CONSULTORIA EM GESTAO EMPRESARIAL LTDA - ME. "M" de Moura, "B" de Bezerra. Viviane Moura era sócia e assinava contratos pela empresa, como o celebrado entre a M&B e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, em 01 de setembro de 2014. O contrato para executar "Serviços de consultoria especializada para elaboração do Regimento Interno" do órgão custou a bagatela de R$ 420 mil. Por coincidência, o Contrato - Nº 22/2014 foi embasado em inexigibilidade de licitação. Procedimento legal, mas uma velha prática de driblar a concorrência pública.

    Documentos mostram que as empresas MB Consultoria e Corisco funciona no mesmo prédio e andar onde estão localizados os escritórios da OCTO e FGV (imagem: reprodução)

    Quer dizer, a empresa que era de Viviane Moura e agora pertence apenas ao marido, mudou de nome e funciona no mesmo prédio e andar do escritório da Fundação Getúlio Vargas no Piauí, contratada por mais de R$ 10 milhões para realizar também estudos de PPPs pelas quais Viviane Moura é a principal responsável. Coincidência? E elas não param por aqui.

    London, London

    Em junho deste ano, Viviane Moura viajou a Londres para um curso de PPP's. Voltou. Coincidentemente, o secretário de administração, Franzé Silva, certamente empolgado com o aprendizado da superintendente, resolveu contratar a FESPSP - Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e oferecer aos gestores do estado um MBA em PPP- na sigla em inglês Master Business Administration, uma especialização para portadores de curso superior ao custo de R$ 890 mil. Outra coincidência é que o esposo de Viviane, Olavo Bezerra, é representante do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento - IDB, Fundação parceria da FESPSP e da London School. Olavo e Viviane fizeram o mesmo curso.

    No site do IBD é possível comprovar a parceria que o instituto mantém com a LSE. Novamente o nome de Olavo surge como representante do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento no Piauí (imagem: reprodução)

    A informação de que Olavo Bezerra é ligado ao IBD está no site da Associação Piauiense de Municípios - APPM. Olavo, Viviane e Alex Ribeiro, este diretor do Instituto, foram lá para oferecer os serviços de consultoria em PPP para os municípios piauienses. Por inexigibilidade, of course. Se é ético ou não Olavo Bezerra acompanhar a esposa, superintendente de Parcerias Público Privada do Estado, em visitas comerciais do Instituto que representa, isso não foi levado em consideração. Mas deveria ser.

    As coincidências das redes sociais

    No perfil da rede social de profissionais Linkedin, Olavo Bezerra, esposo da superintendente de Parcerias Público Privada do Governo do Estado, é possível encontrar uma avaliação de competência feita por Ricardo Medicis que vem a ser diretor Norte/Nordeste da AEGEA SANEAMENTO S/A, empresa vencedora da polêmica licitação para a Subconcessão dos Serviços de Abastecimento d'Água e Saneamento de Teresina. O certame foi conduzido por Viviane Moura. Medicis recomendou Olavo no critério "Negociações". Mais uma coincidência.

    No LinkedIn, onde é comum haver contatos comerciais, diretor da AEGEA avalia Olavo Bezerra como bom negociante (imagem: reprodução)

    Denúncias em outros governos

    O governo petista do Piauí não foi o primeiro para o qual a FGV prestou serviço. Entre 2011 e 2013 diversos contratos da instituição com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul foram contestados por órgãos de controle daquele estado, incluindo o Tribunal de Contas do RS. Àquela época a gestão era de Tarso Genro, do PT, e os contratos assinados com a FGV foram firmados por dispensa e inexigibilidade de licitação, tendo, inclusive, a mesma natureza de monitoramento de projetos.


    FGV fica em silêncio

    Procurada pela equipe do Política Dinâmica, a Fundação Getúlio Vargas não comenta suas ações e o papel que desempenha nas PPPs do Piauí. Curiosamente, segundo a própria FGV, a instituição é impedida de falar sobre o trabalho que faz para a gestão de Wellington Dias por causa de cláusulas de confidencialidade que existem nos contratos, apesar de tudo ser pago com recursos públicos.

    O que dizem os envolvidos

    Os repórteres do Diário do Povo e do Política Dinâmica buscaram saber o que os citados nesta reportagem tinham a dizer sobre as coincidências que cercam as PPPs e os fatos apresentados.

    Viviane Moura aparece ao lado do marido em visita comercial que ele fez em nome do IBD à APPM; o assunto era PPP

    Viviane Moura foi procurada por meio de telefonema e mensagens de texto. Se limitou a dizer por mensagem de texto que não poderia falar no momento. Chamadas realizadas para os números de telefone ligados ao Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, à Octo Corporação e à Corisco Sinalização não foram atendidas.

    O secretário de Franzé Silva (SEADPREV) também foi procurado. Ligações não foram atendidas em seu telefone celular. Mas as seguintes perguntas foram encaminhadas a ele diretamente pelo Whatsapp e por meio, de sua assessoria de imprensa: 1. Sobre o MBA que o Governo do Piauí está oferecendo a servidores pela London School, como foi feito o primeiro contato com a instituição. Quem a apresentou ao Governo? 2. Você tinha/tem ciência de que o IBD (um dos parceiros da London School no Brasil) é representado no Piauí por Olavo Bezerra, marido de Viviane Moura? 3. O que o senhor acha do fato do marido da superintendente da Suparc ir até a APPM, na condição de representante do IBD, tentar fechar parcerias de consultoria em Parcerias Público-privadas acompanhado da esposa? Não lhe parece errado do ponto de vista ético? 4. O senhor tem conhecimento de que o marido de Viviane Moura mantém uma empresa no mesmo prédio em que funciona o escritório da FGV no Piauí? 5. Por qual motivo os contratos da FGV com o Governo do Piauí possuem cláusulas de confidencialidade que impossibilitam aquela instituição de comentar o trabalho dela para o Estado? 6. O senhor aceitaria abrir os contratos da FGV com profissionais e fornecedores pagos por meio de recursos do Estado para a imprensa em nome da transparência?

    Por meio de sua assessoria de imprensa, Franzé Silva disse que o assunto deveria ser tratado com Viviane Moura. Anteriormente, a assessoria da Suparc já havia informado que questões relacionadas à FGV eram tratadas pela SEADPREV.

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  • sexta ,28 de julho de 2017, às 13:07h

    Apesar de ter 4 anos de atividade pela frente, o conselheiro Luciano Nunes já tem tempo suficiente para se aposentar com todos os benefícios do cargo e meses atrás manifestou vontade de adiantar sua saída. E ter Regina Sousa no TCE-PI é para o governador Wellington Dias uma maneira de alinhar o Tribunal à sua própria gestão.

    O conselheiro Olavo Rebelo — atual presidente da Casa — foi indicado pelo governador, mas tem mostrado reiteradas vezes que não é subserviente. Basta acompanhar o caso da licitação da Agespisa para se ter uma certeza disso.

    No final do ano passado, Luciano manifestou a amigos o interesse de deixar o TCE-PI e adiantar sua aposentadoria, mas faria isso por Wellington Dias? (foto: Jailson Soares | PolíticaDinamica.com)

    Agora se com uma licitação Wellington tem tido toda essa dor-de-cabeça no TCE, imaginem quando forem julgadas as contas de seu governo. Regina seria voto fundamental para uma aprovação.

    Wellington Dias pode ter grandes defeitos na política, mas um deles certamente não é a a falta de lábia. O petista sabe conversar com adversários como se fossem os dois amigos de infância. Se é assim com políticos, o que não pode acontecer quando a conversa é com alguém de um tribunal administrativo, como é o caso em questão?

    E se você está achando impossível disso acontecer pelo fato de Luciano ter um filho deputado estadual pelo PSDB, calma lá. Afinal, os tucanos há muito tempo não dão o menor trabalho ao governador. Esse tempo passou.

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  • sexta ,28 de julho de 2017, às 12:07h

    O "direito natural" de Regina Sousa concorrer ao Senado atrapalha, na visão de Wellington Dias, suas chances de montar uma chapa majoritária eleitoralmente mais forte (foto: Jailson Soares | PolíticaDinamica.com)

    Regina Sousa nunca foi uma opção eleitoral para o governador Wellington Dias, apesar de ser uma das grandes estrelas do PT. E vai continuar sendo assim. O governador do Piauí quer uma chapa majoritária ampla e considera que Regina pode atrapalhar a coligação caso insista na reeleição para o Senado.

    Por isso, Wellington vai mandar a companheira para o Tribunal de Contas do Estado. Não há vagas abertas, hoje, no TCE-PI. Os 7 conselheiros ainda tem bom tempo de permanência na Corte. A estratégia, então, será investir em uma articulação com o conselheiro Luciano Nunes.

    Wellington mata quatro coelhos com um um golpe só: Regina é contemplada, a militância é iludida, a base ganha uma vaga na majoritária e alguém cuidará com carinho das contas do governo no TCE.

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  • domingo ,16 de julho de 2017, às 17:07h

    Jôve e um desconhecido passeiam no helicóptero da polícia Militar do Piauí (imagens: Facebook)

    Os passeios do governador Wellington Dias (PT) estão fazendo escola. Em pleno Pirifolia, festa tradicional de Piriri, quem é político da base governista pode passear no helicóptero da Polícia Militar. É o caso de Jôve Oliveira (PTB). Na última tarde sábado ela deu uma “voltinha” pelos ares da cidade.

    O helicóptero tem prefixo PR-JMG e no momento do passeio era pilotado pelo comandante Veloso. Segundo o Major John, da Assessoria de Comunicação da Polícia Militar, o ocorrido não havia sido informado à Ascom, mas que é praxe da PM atender solicitações de jornalistas e veículos de comunicação, se for o caso de questão profissional, claro. Não parece ser o caso.

    a candidata e a equipe da PM; não há nada nas imagens que a própria Jôve postou nas redes sociais que indiquem que o passeio foi necessidade profissional de sua atividade jornalística (foto: Facebook)

    Jôve Oliveira é uma comunicadora de trabalho reconhecido no Piauí, mas especialmente em Piripiri, ela é, também, uma agente política. Nas eleições de 2016 disputou a prefeitura e foi derrotada. Em 2018, ao que tudo indica, deve ser candidata ao cargo de deputada estadual.

    Em suas redes sociais, Jôve postou as fotos destes momento de diversão e um agradecimento ao secretário de Segurança Fábio Abreu e ao comandante da Polícia Militar Carlos Augusto.

    Ela inclusive postou um vídeo. “Piripiri é linda demais!”, diz Jôve bem no início. Em seguida percebe que está sobrevoando sua casa. “Olha minha casa!”, exclama. Não há vestígio de que tenha sido em qualquer momento um vôo de atividade jornalística.

    Nesta única postagem são quase mil curtidas e dezenas de comentários. Aliás, os comentários dão tom político-eleitoral especial ao passeio. “Parabéns Rainha!”, “Estamos mesmo precisando de segurança”, “Jôve você é poderosa, é demais”, “Você tem que ser deputada estadual para fazer mais pela nossa cidade”, “Continue cuidando da nossa cidade, o povo merece segurança, já que o prefeito não se preocupa”, são estes alguns das pérolas escritas por gente que às vezes nem entende que o custo do vôo é pago com dinheiro de impostos. 

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  • quarta ,05 de julho de 2017, às 13:07h

    Nas próximas semanas a Justiça Federal deve mudar mais uma vez os rumos da licitação de subconcessão da AGESPISA. A expectativa é pela derrubada de uma liminar “teratológica” do desembargador José Ribamar de Oliveira, que salvou temporariamente o contrato do Governo do Estado com a Aegea Saneamento. Neste momento, a ministra Carmen Lúcia está recebendo mais informações sobre o processo no Piauí para tomar sua decisão.

    O conselheiro Olavo Rebelo enviou todas as informações do processo no Piauí para o procurador-geral Rodrigo Janot e para a ministra Carmen Lúcia (fotos: Política Dinâmica)

    MESMO CASO

    Em 2016, uma licitação realizada pelo Governo do Ceará buscava escolher a empresa que iria administrar a Zona de Processamento de Exportações daquele Estado. O Tribunal de Contas do Estado do Ceará identificou algumas suspeitas de irregularidade e suspendeu o processo licitatório. Então uma das empresas licitantes conseguiu no Tribunal de Justiça do Ceará um desembargador que ignorasse essa competência do TCE e deixasse a licitação ocorrer com seus vícios.

    ENTENDIMENTO DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA

    O TCE-CE recorreu ao STF. E ganhou. Em primeiro lugar, a Procuradoria Geral da República entendeu que a decisão tomada pelo Tribunal de Justiça do Ceará criava grave risco de lesão à ordem pública, na acepção de ordem jurídico-constitucional, por vulnerar as prerrogativas constitucionais da corte de contas.

    O homem que está mandando prender senador, deputado e governador por todo o país na Lava Jato entende que os Tribunais de Contas devem ser respeitados em seu papéis de fiscalizadores e protetores do interesse público

    Em seu despacho, o procurador-geral da República Rodrigo Janot apontou que o Tribunal de Contas tem o poder de apontar concorrentes indevidamente prejudicados ou favorecidos nas licitações e votar mudanças levando em consideração o potencial aprimoramento da relação de custo-benefício das concorrências. Clique aqui para ver o documento.

    VOTO DE CARMEN LÚCIA

    Daí, a ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal entendeu que o Tribunal de Justiça não poderia impedir o trabalho e as determinações do Tribunal de Contas pela existência de aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes assegurados em lei.

    A ministra Carmen Lúcia afirma que o STF tem a tradição de reconhecer o trabalho dos Tribunais de Contas e derrubou liminar no Ceará que impedia a Corte cearense de desempenhar seu papel; caso é bastante semelhante ao do Piauí

    Carmen Lúcia ainda ressaltou em sua decisão que o Supremo Tribunal tem reconhecido, repetidas vezes, disporem os Tribunais de Contas do poder implícito de determinar providência cautelar indispensável à garantia da preservação do interesse público e da efetividade das deliberações que venham a ser tomadas em processos de fiscalização por eles conduzidos. Clique aqui para ver a decisão da ministra.

    O conselheiro Olavo Rebelo afirma que não importa em que estágio já esteja a subconcessão, o TCE-PI quer votar a matéria

    É o mesmo caso que aconteceu no Piauí com a licitação da Agespisa. Por esse motivo, o Governo do Estado na última semana já deu sinais de que vai abandonar o apoio desmedido à empresa AEGEA, que forçadamente foi declarada vencedora.

    O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Olavo Rebelo não descansa enquanto essa questão esteja resolvida no âmbito do TCE. 

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  • quarta ,21 de junho de 2017, às 13:06h

    Os empresários do Piauí, estes podem tirar o cavalinho da chuva!
    Caso sejam liberados os dois empréstimos que Wellington Dias pediu à Caixa, a prioridade do governo será pagar salários. E iniciar uma obrinha ali, terminar outra aqui.
    O rombo nas contas do governo é tão grande e tão grande é também a vontade de gastar dinheiro com intenções pura e simplesmente eleitorais que, neste ritmo, o atraso de fornecedores continuará. O valor dos empréstimos somados é praticamente equivalente à divida com os fornecedores e prestadores de serviço: quase um BILHÃO de reais.
    Ou seja, o Estado vai manter o "rodízio" de pagamentos.

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  • quarta ,21 de junho de 2017, às 13:06h

    A farra dos suplentes continua a todo vapor no Piauí. Mais um deputado estadual vai deixar a cadeira para dar lugar a quem não se elegeu. Aliás, um que já é suplente vai sair para a ascensão de outro suplente. Sai Antônio Félix (PSD) e entra B.Sazinho (PP).

    Crise mesmo só não existe pra gastar recurso público com aliado político. O gasto a mais de recursos para manter os suplentes na atividade parlamentar daria pra implantar sem problemas - e com sobra pra concurso -- o plano de cargos da ADAPI, onde servidores estão de greve.

    Espremendo 44 deputados onde só deveriam caber 30, Wellington faz a ALEPI parecer os presídios da SEJUS superlotados. Guardadas as devidas proporções, claro. Afinal, entre os parlamentares não há surto de sarna.

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  • quinta ,15 de junho de 2017, às 11:06h


    Se depender do capitão Fábio Abreu (PTB), o presidente Michel Temer (PMDB) vai ficar sabendo o motivo pelo qual Wellington Dias (PT) é conhecido por "dar balão" no Piauí. O deputado titular assegura que não vai deixar nenhum suplente votar em seu lugar em matérias tão importantes para o povo como é o caso da Reforma da Previdência. Até porque Fábio é contra a reforma da previdência e oposição ao Governo Federal.

    O atual secretário de segurança afirma que o governador Wellington sabe de seu posicionamento em relação à reforma e, também, que nenhum acordo político o faria mudar de idéia ou estar ausente no dia da votação. A informação em Brasília é de que W.Dias teria dado carta branca ao senador Ciro Nogueira (PP) para negociar votos em troca de liberação rápida dos empréstimos da Caixa Econômica.

    Assim, segundo o deputado, com o voto de Fábio Abreu certamente Michel Temer (PMDB) Wellington Dias (PT) e Ciro Nogueira (PP) não podem contar.

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  • quinta ,15 de junho de 2017, às 11:06h


    Em Brasília corre forte a informação de que o governador Wellington Dias (PT) deu carta branca para que o senador Ciro Nogueira (PP) negocie os votos da professora Rejane Dias (PT) e do capitão Fábio Abreu (PTB) com o presidente Michel Temer (PMDB). Pelo trato, W.Dias segura os deputados no Piauí e os suplentes Mainha (PP) e Silas (Podemos) votam de acordo com a vontade do presidente.

    Michel Temer precisa dos dois votos para aprovar a Reforma Previdenciária e barrar eventual denúncia contra ele na Câmara, caso seja apresentada pela Procuradoria Geral da República. W.Dias quer o quanto antes dinheiro para não atrasar salários e, claro, continuar bancando aliados para as eleições de 2018.

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  • domingo ,04 de junho de 2017, às 12:06h

    Henrique Rebelo tem dado suporte aos trabalhos e atividades em favor das pessoas com deficiência (foto: divulgação)

    O deputado estadual Henrique Rebelo (PT) tem mostrado que a saída da Secretaria de Assistência Social (SASC) não o afastou do trabalho que desenvolvia ali. Na última sexta-feira ele participou do aniversário de reforma do Parque Nova PotyCabana, quando foi inaugurada ali a primeira academia de ginástica para pessoas com deficiência.

    O deputado Henrique Rebelo (PT) encontrou amigos e no evento (foto: divulgação)

    Henrique fez questão de manifestar o carinho que afirma ter pela causa da acessibilidade e a importância de que a sociedade entenda que é formada pelos mais diferentes tipos de pessoas. Com os mesmo direitos e deveres.

    Henrique também esteve acompanhando de perto o trabalho pela acessibilidade de pessoas com deficiência no litoral piauiense (foto: divulgação)

    O parlamentar também esteve no litoral do Piauí, onde o Governo do Estado implantou um programa de acessibilidade na praia. Henrique tem se unido a outros gestores, como o secretário Mauro Eduardo, da SEID, para estimular o trabalho pelas pessoas com deficiência.

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  • quinta ,11 de maio de 2017, às 14:05h

    O presidente do PT do Piauí afirma que a senadora Regina Sousa tem o direito de ser candidata à reeleição em 2018. Mas entre ela ter direito e ser confirmada na chapa majoritária ao lado de Wellington Dias tem um mundo de diferença.
    Confira o que diz Assis Carvalho neste rápido vídeo do Política Dinâmica! 

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